ISDA aciona CDS para reestruturação da dívida e decreta default da Grécia

Segundo a associação, o uso das cláusulas de ação coletiva levaram à decisão de declarar o programa como um evento de crédito

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SÃO PAULO – A ISDA (Associação Internacional de Swaps e Derivativos, na sigla em inglês) decidiu nesta sexta-feira (9) classificar a reestruturação da dívida grega como um “evento de crédito”, decretando oficialmente o default do país.

Com isso, os CDS (Credit Default Swaps) relativos a estes bônus foram acionados, representando um pagamento de US$ 3,2 bilhões em seguros contra calote. A associação tomou a atitude depois de o governo da Grécia recorrer às cláusulas de ação coletiva para alcançar o patamar necessário no programa de troca de títulos.

No entanto, esse valor de repasse ficou abaixo do aguardado pelo mercado. A decisão também já era esperada, e o montante é bem menor do que os € 206 bilhões em papéis da dívida soberana que integraram o plano de reestruturação, fechado na última quinta-feira (8).

Decisão já era esperada
A atitude da ISDA vem depois de duas agências de classificação de risco, a Standard & Poor’s, e a Fitch, terem rebaixado a nota de crédito da nação para “default restritivo” – a primeira agência tomou essa decisão no dia 27 de fevereiro, enquanto a segunda anunciou isso nesta sexta-feira (9). Na semana anterior, a Moody’s também havia cortado o rating da Grécia para o último patamar antes do calote, ou “C”.

Há apenas três casos nos quais a associação decide acionar os CDS. Esses eventos de crédito são a falência, a impossibilidade de pagamento, e a reestruturação dos débitos. A operação dos gregos, que incluíram aproximadamente 10% dos bônus no PSI (Envolvimento do Setor Privado, na sigla em inglês) de forma mandatória, foi uma reestruturação.