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SÃO PAULO – O comportamento do Ibovespa na semana passada deixou a desejar. O benchmark da bolsa brasileira terminou o período com queda de 1,59%, pressionado principalmente pela forte desvalorização das suas duas principais blue chips – Vale (VALE3, VALE5) e Petrobras (PETR3, PETR4). Quem também teve um desempenho ruim na semana foram os papéis da Copel (CPLE6), que caíram 3,67% no período.
O movimento desses ativos, no entanto, ganhou bastante destaque na última sexta-feira (9), dia em que foi anunciado que a empresa paranaense e a chinesa State Grid irão construir e operar o sistema de transmissão que conectará as usinas hidrelétricas do rio Teles Pires, após venceram em consórcios os lotes A e B no leilão de transmissão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). As ações CPLE6 fecharam aquele pregão com queda de 0,57%, após chegarem a recuar 5,06% no intraday.
Análises
O analista fundamentalista da Amaril Franklin, Eduardo Machado, lembrou que os papéis da companhia de energia tiveram em cinco meses um desempenho muito positivo, quando avançaram aproximadamente 40%, o que também colabora para um movimento de correção. “Essa queda recente é reflexo disso. As ações subiram demais e muito rápido. Nessa semana, elas acompanharam a performance do Ibovespa, que também foi negativa”, disse Machado.
Segundo Machado, ainda não dá para saber até quando o ativo irá realizar. Para ele, por enquanto, o mercado não irá considerar o leilão da Teles Pires, arrematado pela Copel. “Esse projeto é para o futuro”. Em virtude das quedas recentes, Machado recomenda a venda de CPLE6.
Já o analista gráfico e sócio-fundador da Leandro & Stormer, Alexandre Wolwacz, também acredita que o movimento recente das ações é fruto de uma realização de lucro por parte dos investidores, ressaltando que esses ativos permanecem em tendência de alta. “Só recomendo a saída do ativo se ele perder os R$ 41,70. No curtíssimo prazo, o alvo está nos R$ 45,60, que é o último topo do ativo”, aponta Wolwacz. Confira: