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O Ibovespa iniciou a semana com queda de 0,48%, terminando esta segunda-feira (12) aos 66.384 pontos. O índice nacional fechou descolado da tendência vista dos principais benchmarks internacionais, como os norte-americanos Dow Jones (+0,29%) e S&P 500 (+0,02%) e os europeus DAX 30 (+0,31%) e FTSE 100 (+0,09%). O giro financeiro foi de R$ 5,81 bilhões.
Destaque negativo para as seis ações que movimentaram os maiores volumes dentro do Ibovespa nesta sessão, com todas elas apresentado significativas quedas. É o caso da Vale (VALE3, -1,19%; VALE5, -1,15%), Petrobras (PETR3, -0,76%; PETR4, -1,18%), OGX Petróleo (OGXP3, -0,95%), Itaú Unibanco (ITUB4, -1,59%) e Bradesco (BBDC4, -0,68%). Juntas, esses seis ativos representam cerca de 35% da composição da carteira teórica do Ibovespa, colaborando para o desempenho negativo do índice nesta sessão.
Cenário externo pressiona bolsa
Um dos motivos para o viés negativo do mercado pode ter sido a divulgação de dados chineses abaixo do esperado. A China, maior parceira comercial do Brasil, registrou um déficit na balança comercial de US$ 31,48 bilhões. Esses números podem indicar novas medidas de estímulo, como novos cortes na taxa de compulsórios. Além disso, há indicações de que o gigante asiático pode flexibilizar a sua moeda, adotando um regime de câmbio flutuante.
O mercado acompanhou a reunião entre os ministros da Zona do Euro. O encontro retoma discussão sobre Grécia e Espanha e novas formas de prevenir novas crises. Um terceiro pacote de resgate aos gregos pode ser possível, afirmou Wolfgang Schäuble, ministro de Finanças da Alemanha.
Destaque de ações
As ações da TIM Participações lideraram as perdas no índice, recuando 3,34%, cotadas a R$ 10,41. A queda foi seguida pelos ativos do Pão de Açúcar, que perderam 2,66% de valor de mercado, fechando a R$ 84,20. Já a maior alta foi registrada pelas ações da Klabin, que avançaram 3,11% e fecharam a R$ 9,29. Os papéis da Hypermarcas foram a segunda maior alta, com ganhos de 2,45%, aos R$ 11,73.
Outros destaques
No front interno, o governo estendeu a cobrança de IOF para contratos de até cinco anos. Essa medida pretende provocar uma nova desvalorização do real frente ao dólar. Já na agenda de indicadores domésticos, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, que elevou a projeção anual do para o IPCA, reduzindo a Selic. Por fim, balança comercial de março apontou saldo positivo de US$ 260 milhões nas duas primeiras semanas do mês.
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Já nos Estados Unidos, foi revelado o Treasury Budget, mostrando déficit do orçamento do governo norte-americano em fevereiro em US$ 231,7 bilhões.
Dólar comercial a R$ 1,805
O dólar comercial registrou alta de 1,12%, terminando cotado a R$ 1,805 na venda, seu maior patamar desde 9 de janeiro de 2012. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 4,94% em março, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,40%.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 8,68%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,03%, a 132,97% do valor de face.
Já o indicador de risco-País terminou estável nesta sessão, terminando aos 180 pontos.