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SÃO PAULO – Com o clima positivo dos mercados no exterior e uma perspectiva melhor de crescimento para a China neste ano, as ações das mineradoras encerraram o pregão desta terça-feira (13) em forte alta, impulsionadas ainda pelo retorno do capital estrangeiro ao investimento.
Os papéis ordinários da Vale (VALE3) subiram 5,12%, negociados a R$ 42,70, enquanto os preferenciais (VALE5) avançaram 5,37%, cotados a R$ 41,59. A MMX (MMXM3, R$ 9,41, +5,49%), mineradora do grupo de Eike Batista, também observou ganhos. O Ibovespa, por sua vez, se elevou em 3,03%, a melhor sessão do ano em termos de oscilação diária.
As ações VALE5 marcaram o maior volume financeiro movimentado na bolsa brasileira neste pregão. Os ativos movimentaram R$ 1,09 bilhão, quando sua média das últimas 21 jornadas foi de R$ 686,90 milhões. VALE3 (R$ 226,87 milhões) e MMXM3 (R$ 53,66 milhões) ficaram dentro da normalidade.
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Estimativas maiores
O Deutsche Bank divulgou um relatório no início do dia elevando a estimativa de expansão da economia chinesa para este ano, de 8,3% para 8,6%. Jun Ma, o economista responsável pelo documento, citou o descolamento da atividade como um todo frente aos riscos do setor imobiliário e o bom momento das micro e pequenas empresas como motivos.
Além disso, o analista elevou sua perspectiva para o nível de exportações no país, também em 2012, de 8% para 13%. Ele ainda acredita que os temores do mercado pela meta oficial do governo para o PIB (Produto Interno Bruto), que é de 7,5%, foram exagerados. “Historicamente, as taxas de crescimento da China quase sempre foram maiores do que as projeções oficiais”, diz.
A Nomura Holdings foi outra que se mostrou mais otimista com o país. Os especialistas Zhang Zhiwei e Wendy Chen subiram suas perspectivas para o crescimento, de 7,9% a 8,2% para 2012. Além disso, os dois esperam um avanço idêntico, também de 8,2%, para o ano seguinte.
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Volta do estrangeiro
Felipe Rocha, analista da Omar Camargo Investimentos, lembra que a porcentagem de capital externo que participa das operações com a Vale está pesando sobre o desempenho da ação. Como o ambiente no exterior está mais otimista, e com a forte queda do ativo nas últimas sessões por causa de um impasse judicial, agora esse investidor está voltando.
A MMX, por sua característica mais volátil, é beneficiada de maneira mais intensa por notícias de estimativas maiores no gigante asiático. A China é um ótimo termômetro para medir a demanda por minério de ferro, por causa de seus investimentos em urbanização e infraestrutura em geral. “Sempre que tiver aumento de expectativa, as ações são diretamente afetadas”, diz Rocha.
Por fim, Rafael Weber, da Geração Futuro, lembra que a exigência da Fazenda para que a Vale pague impostos relativos a seu lucro no exterior não afetou o fundamento da companhia. “Uma solução deve chegar para esse problema judicial, e o papel está bem atrativo, olhando para os múltiplos e também para o retorno em dividendos”, avalia.
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Impressiona ainda, na visão do especialista da Omar Camargo, o fato de o setor estar apresentando desempenho forte na bolsa apesar da notícia negativa de que a Rio Tinto concordou em reduzir os preços de sua commodity em 10% para o segundo trimestre, segundo informações da japonesa Kobe Steel, que compra o produto da mineradora britânica. Atualmente, o minério de ferro é vendido por volta de US$ 144 no mercado à vista.