Dólar abre em alta de 0,4%, mas tendência é de menor aversão ao risco

Especialista acredita que movimento poderá mudar com investidores mais otimistas depois de declarações do FMI

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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia esta segunda-feira (19) em alta de 0,42%, cotado a R$ 1,8102 na venda. Apesar desse momento altista, a moeda poderá refletir neste dia as declarações positivas do FMI (Fundo Monetário Internacional) sobre a atual situação da Grécia, o que pode acabar mudando o rumo da divisa norte-americana.

Segundo relatório divulgado na sexta-feira (16), o FMI mostrou as perspectivas sobre o crescimento da nação nos próximos períodos, apontando para uma recuperação da economia grega nos próximos anos. A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou no domingo em Pequim que a economia global mostra “sinais de estabilização”, apesar das dificuldades para enfrentar algumas fragilidades. “A economia mundial recuou da beira do abismo e temos motivos para estar mais otimistas”, disse Lagarde.

“O dólar está meio de lado. Agora o que podemos comentar, é que o euro também está caindo, tendo vistas as declarações do FMI acerca da economia mundial, como um cenário positivo, assim poderemos observar uma modificação deste movimento [do dólar por aqui] ao longo do dia”, diz gerente da mesa de operações do Banco Confidence, Felipe Pellegrini.

Indicadores
Nesta segunda-feira não haverá indicadores relevantes nos Estados Unidos. Na agenda doméstica, os investidores acompanharam o Relatório Focus, que manteve as projeções anuais de PIB (Produto Interno Bruto), Selic e IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), que marcou inflação de 0,01% na segunda seman de março. Ainda por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a segunda prévia de março do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que apontou variação postivia de 0,35%.

Às 15h (horário de Brasília), o Ministério de Comércio Exterior reporta o resultado semanal da balança comercial.