Com PMI da China e da Zona do Euro ruins, dólar abre em alta cotado a R$ 1,823

Sentimento de maior aversão ao risco deve dominar sessão, já que front interno não traz novidades, agenda dos EUA segue no radar

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SÃO PAULO – Um sentimento de maior pessimismo é o que deve rondar os mercados nesta quinta-feira (22), o que não será diferente no cenário cambial. O dólar comercial iniciou os trabalhos em alta de 0,14%, cotado a R$ 1,823.

Mais cedo, os investidores acordaram de mau humor ao se darem conta do resultado prévio do PMI (Purchasing Managers Index) Composto da Zona do Euro, que mede a atividade de empresas manufatureiras da região. O indicador caiu para 48,7 pontos em março frente aos 49,3 em fevereiro, decepcionando as expectativas de uma recuperação, ou pelo menos manutenção, do desempenho econômico do bloco.

Na mesma esteira de indicadores, o PMI da China recuou em março ao seu menor nível em quatro meses, segundo dados preliminares do HSBC. Aos 48,1 pontos, o valor é inferior aos 49,6 registrados no mês anterior.

“Esperamos que na ausência de grandes surpresas com os indicadores domésticos a serem divulgados nesta quinta-feira, a bolsa de valores brasileira registre desvalorização neste pregão. Neste contexto, no mercado de câmbio as principais moedas respondem à maior aversão ao risco perdendo valor frente ao dólar, o que acreditamos deva ocorrer também com a moeda brasileira”, projeta Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Indicadores
A agenda doméstica traz dois dados de inflação divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mostrou variação de 0,25% nos preços em março, e o IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial), que ficou em 1,44%.

Ainda por aqui, o Banco Central publica a Nota de Mercado Aberto de fevereiro, um relatório sobre as operações financeiras realizadas no mercado aberto pela instituição monetária.

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Nos Estados Unidos, o Initial Claims trouxe 348 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 355 mil solicitações. Também sairá o Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, como os pedidos de auxílio-desemprego, o custo de mão de obra e as permissões para construção. Por fim, sairá o FHFA – House Price Index, que mensura o preço cobrado pelas hipotecas às famílias norte-americanas.