Sabesp trabalha para reduzir perdas de água para cerca de 13% até 2019

Para diretor de Relações com Investidores, taxa ainda é alta, mas menor se comparada aos seus pares no mercado nacional

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SÃO PAULO – O objetivo da associação feita pela Sabesp (SBSP3) com a agência de fomento japonesa Jica é diminuir as perdas de água, que atingiram cerca de 25,6% em dezembro, após período de estabilidade em 2010. No ano anterior, a manutenção do índice, em torno de 26%, ocorreu devido a problemas de descontinuidade de contratos de manutenção. 

Apesar dessas perdas, consideradas altas de acordo com os padrões internacionais, Mário Arruda Sampaio, diretor de relações com investidores da saneadora, afirmou que os níveis ainda estão bons se comparados aos padrões do Brasil. A afirmação foi feita durante encontro com a Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais) realizada nessa terça-feira (27).

“Nossa perda é alta, mas estamos trabalhando para diminuir esse índice para cerca de 13% a 14% em 2019”, afirmou o diretor, avaliando que o número está em revisão devido aos resultados obtidos até o momento. Sampaio ressaltou ainda que, para a diminuição do índice, é necessário que exista uma ação conjunta entre a empresa e os municípios e outras entidades governamentais, já que cerca de 40% das perdas provêm da utilização indevida da água pela população e que não é contabilizado pela companhia, devido a ligações clandestinas e falhas no cadastro. 

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Sampaio ainda comentou sobre os índices japoneses, em que há um a taxa de 4% a 6% de perdas com o uso de tubos de aço inox, levando a uma taxa muito inferior à marca obtida pela Sabesp. Entretanto, o diretor de Relações Internacionais afirmou que será necessário avaliar a viabilidade econômica de se realizar certos procedimentos para reter as perdas, já que muitas operações para contê-las não compensarão os altos investimentos para que eles sejam realizados. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.