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SÃO PAULO – O resultado da Cesp (CESP6) referente ao quarto trimestre de 2011 não surpreendeu o mercado, segundo o Deutsche Bank e o Itaú BBA. Do lado positivo, os analistas ressaltaram os dividendos acima do esperado, totalizando R$ 390 milhões, o que, de acordo com o Deutsche Bank, se manterá ao menos por mais dois anos.
De acordo com os analistas do Itaú BBA, Marcos Severine e Mariana Coelho, o resultado foi um pouco abaixo do esperado, principalmente pelas estimativas das vendas no mercado à vista, mas parcialmente compensado pelas receitas com o lucro de tarifas acima do esperado. Os custos de transmissão e outras despesas financeiras acabaram impactando os resultados, afirmam.
Os analistas do Itaú se mostram otimistas em relação a uma decisão rápida e favorável do governo para a extensão das concessões de energia, seguida da privatização da companhia. Já a analista do Deutsche Bank, Sandra Boente, vê com desconfiança o prazo para as renovações de concessões, mesmo após o CFO (Chief Financial Officer) da companhia esperar uma resolução para dezembro deste ano. Segundo Sandra, muitas datas já foram marcadas nos últimos meses, o que deve ser levado em conta pelo mercado.
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Mais otimistas com relação às concessões, os analistas do Itaú BBA possuem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações CESP6, com preço justo de R$ 37,00, o que representa um potencial de valorização de 4,28% em relação ao fechamento de quarta-feira (28).
De acordo com Mariana e Severine, caso se assuma a extensão do prazo de 30 anos para as concessões que irão vencer em julho de 2015, o preço justo saltaria para R$ 42,00 por papel. Já em um cenário de privatização, este target subiria para R$ 54,70. Esses valores representam um potencial de valorização de 18,38% e 54,17%, respectivamente, em relação ao fechamento dessa quarta-feira.
Os analistas do Itaú apontam ainda que, com os menores custos de carregamento das ações, possuindo bons pagamentos de dividendos, e com um alto potencial de valorização no cenário de privatização, os papéis da companhia representam uma boa opção de investimento. A analista do Deutsche ressalta que a companhia ainda não possui uma estratégia comercial definida para o ano, já que espera a resolução das concessões para a definição dela.
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Desse modo, Sandra possui recomendação para manter os papéis, com preço-alvo para o final de 2012 de R$ 35,00 – o que configura um downside de 1,35% em relação ao mesmo fechamento.