Publicidade
SÃO PAULO – A GOL (GOLL4) está buscando retornar aos níveis de lucratividade já apresentados anteriormente, através de um programa de redução dos custos e otimização de seus negócios. Com isso, a aérea divulgou suas metas para 2012, ano em que não prevê nenhum aumento em sua capacidade no mercado brasileiro.
Após participar de um evento sobre o crescimento do setor de aviação no mundo, em Nova York, as ações da empresa dispararam na Bolsa e se tornaram a maior alta do Ibovespa no dia. Os papéis subiram 6,13%, a valorização de fechamento mais relevante em três meses, sendo cotados a R$ 12,81. O benchmark avançou 0,04%, aos 64.593 pontos.
Guidance deste ano
Com o corte de despesas, e a expectativa por um aumento da demanda em níveis próximos ao dobro do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no País, algo em torno de 5%, a companhia espera aumentar a taxa de ocupação em suas aeronaves. Em 2011, esse patamar foi de 69,2%, e deve atingir entre 73% e 75% em dezembro deste ano.
Continua depois da publicidade
“Estamos tentando aumentar nossas margens no mercado doméstico, por causa da pressão de custos que enfrentamos com tarifas de aeroportos, navegação, entre outros”, disse Constantino de Oliveira, presidente-executivo da GOL, presente no evento norte-americano.
Privatização dos aeroportos
A empresa acredita que os leilões de concessão pública para os aeroportos nacionais podem beneficiar esses planos de melhorar sua rentabilidade. Na próxima segunda-feira (6), Viracopos, em Campinas, Cumbica, em Guarulhos, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, devem ter suas operações repassadas à iniciativa privada.
Esses leilões têm como objetivo melhorar a infraestrutura aérea do Brasil para eventos como a Copa do Mundo de 2014. Os investimentos previstos só para esses três terminais giram em torno de R$ 3 bilhões. A GOL se mostra otimista, mas teme que os impostos adicionais a serem repassados à União depois da privatização aumentem os gastos necessários para utilizar as pistas.
Continua depois da publicidade
“Não queremos algo como o ocorrido em Buenos Aires, um tipo de monopólio no controle dos aeroportos, pois isso traria maior pressão de custos”, avalia o comandante da empresa.
Compra da Webjet
O executivo também comentou sobre a compra da Webjet, que ainda precisa ser julgada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em decisão final. Segundo ele, não há grandes expectativas de que a frota ou a capacidade de utilização da adquirida aumentem durante 2012, e talvez a compradora até tenha que ceder algumas aeronaves no período.
Além disso, Constantino de Oliveira ainda não sabe se a GOL vai manter a marca da Webjet ou não. Ele acredita que as sinergias podem ser capturadas – e já começaram a sê-lo, depois de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovar o uso conjunto de alguns terminais – mesmo se as duas estruturas operacionais forem mantidas. “Estamos considerando mantê-las separadas”, disse.