Ibovespa ganha forças no final do dia e fecha praticamente estável

Índice chegou a cair 0,7% no intraday, mas boa alta das ações da Petrobras ajudou a puxar o benchmark para os 65.223 pontos

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SÃO PAULO – No negativo durante toda a sessão, o Ibovespa inverteu seu sinal perto do fim das negociações e fechou praticamente estável, registrando alta mínima de 0,01%, chegando aos 65.223 pontos no fechamento desta segunda-feira (6). Apesar da modesta valorização, foi a 5º valorização seguida do índice, que renovou sua máxima desde 2 de maio de 2011, quando fechou a 65.462 pontos.

Prejudicado pelo mau humor decorrente das referências gregas, o benchmark chegou a registrar queda de 0,73% na sua mínima do intraday. Contudo, o bom desempenho das ações da Petrobras (PETR3, R$ 27,18, +1,19%; PETR4, R$ 24,86, +1,02%) no final do dia ajudou a puxar o índice para a estabilidade. O giro financeiro mostrou enfraquecimento em relação aos últimos dias, somando R$ 5,191 bilhões.

Grécia em foco
Novamente, a Grécia esteve no foco do mercado, após o país falhar em chegar a um acordo com o setor privado, elevando os temores de que o país não consiga chegar a um acordo sobre o seu endividamento. Além disso, o país determinou um pacote de cortes que chegarão a 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), mas os detalhes ainda não foram alcançados.

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy trataram do assunto em Paris, sugerindo a criação de um fundo para o pagamento da dívida. Os dois reafirmaram que querem a continuidade dos gregos na Zona do Euro, mas que o país tem de convencer a Troika – grupo formado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), pela Comissão Europeia e pelo BCE (Banco Central Europeu) – de que estão comprometidos com a política fiscal mais austera.

Destaque de ações
As ações da Localiza (RENT3) lideram os ganhos do Ibovespa na sessão, ao avançarem 2,89%, terminando a sessão aos R$ 30,30. Já os papéis da CCR (CCRO3) terminaram com alta de 2,50%, no dia em que a companhia não venceu os leilões para o controle dos aeroportos brasileiros. As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 RENT3 LOCALIZA ON 30,30 +2,89 +18,69 51,74M
 CCRO3 CCR SA ON 13,10 +2,50 +7,20 97,01M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 25,53 +1,59 -4,92 9,10M
 CPFE3 CPFL ENERGIA ON 26,00 +1,56 -0,08 14,33M
 EMBR3 EMBRAER ON 12,25 +1,49 +4,17 14,56M

Já os papéis da GOL (GOLL4) registraram a maior queda do índice, terminando aos R$ 12,65 – indicando uma perda de valor de mercado de 2,92%. Já a Duratex (DTEX3) apresentou queda de 2,91%, terminando cotada a R$ 10,02. As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GOLL4 GOL PN N2 12,65 -2,92 +1,69 16,85M
 DTEX3 DURATEX ON 10,02 -2,91 +12,33 11,31M
 RSID3 ROSSI RESID ON 10,54 -2,32 +31,75 20,99M
 TAMM4 TAM S/A PN N2 37,80 -2,07 +5,88 10,46M
 BTOW3 B2W VAREJO ON 10,50 -1,96 +16,67 4,95M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 43,92 +0,21 432,14M 715,24M 22.603 
 PETR4 PETROBRAS PN 24,86 +1,02 355,92M 570,12M 27.042 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 17,26 -0,23 169,75M 283,25M 13.323 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN ED 36,06 +0,61 165,73M 289,06M 12.124 
 BBAS3 BRASIL ON 27,15 -0,55 146,08M 191,47M 14.214 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 11,84 0,00 121,34M 129,69M 17.909 
 BBDC4 BRADESCO PN ED 31,75 0,00 116,58M 199,62M 9.757 
 GFSA3 GAFISA ON 5,13 +0,39 103,37M 80,08M 14.086 
 CCRO3 CCR SA ON 13,10 +2,50 97,01M 47,96M 13.982 
 RDCD3 REDECARD ON 32,04 -0,19 91,71M 92,69M 8.276 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

Agenda fraca
Sem indicadores relevantes nos Estados Unidos, a agenda doméstica ganhou relevância nos negócios. O Relatório Focus do Banco Central trouxe maiores expectativas para inflação em 2012. Além disso, o Ministério de Comércio Exterior reportou os dados da balança comercial da primeira semana de fevereiro, apontando saldo negativo de US$ 196 milhões.

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Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,14% e atingiu 1.343 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones desvalorizou-se 0,13% a 12.845 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, caiu 0,13% a 2.902 pontos.

Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou baixa de 0,66% e atingiu 3.405 pontos; no mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres desvalorizou-se 0,15% a 5.892 pontos. Por outro lado, o DAX 30 da bolsa de Frankfurt fechou em leve baixa de 0,03%, atingindo 6.765 pontos.

Dólar
Após acumular perdas de 1,24% na última semana, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (6) com alta de 0,59%, cotado na venda a R$ 1,727. O clima negativo visto no merado colaborou par a apreciação da moeda norte-americana, que ganha mais atratividade em momentos de maior aversão ao risco.

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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam sem tendência nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,50%, estável em relação ao fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02% a 133,19% do valor de face.

Já o indicador de risco-País registrou alta de 4 pontos-base nessa sessão, aos 210 pontos.

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Agenda da próxima sessão
Agenda fraca na sessão de terça-feira (7). Por aqui, o destaque fica por conta da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional de dezembro, que acompanha a evolução do nível de produto na indústria brasileira. O indicador será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Já o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela o Índice de Custo de Vida referente ao mês de janeiro. O relatório contém informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve divulgar o Consumer Credit referente ao mês de dezembro, com objetivo de medir o total de crédito disponível ao consumidor.