Petróleo negociado em NY interrompe sequência de 3 altas e fecha em queda

Incertezas na Grécia pressionaram preços da commodity neste pregão, assim como corte na demanda global por petróleo

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira (10). As incertezas sobre o acordo interno na Grécia minaram o sentimento dos investidores neste pregão, após os ministros das Finanças da Zona do Euro não aprovarem um pacote de resgate ao país, solicitando que o governo grego aprove primeiramente as novas medidas de austeridade para que um acordo de empréstimo possa ser assinado. 

Entre outras demandas, os ministros querem que os líderes políticos forneçam detalhes sobre os cortes adicionais de € 325 milhões. Apesar do mercado temer o default da Grécia, o primeiro-ministro do país, Lucas Papademos, garantiu nesta sexta que a quebra de seu país não é uma opção. Papademos fez as declarações no começo do crucial conselho de ministros no qual se deverá aprovar o acordo sobre medidas de austeridade alcançado com a troika, composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia.

Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 117,49 no pregão desta sexta-feira, baixa de 0,90% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em março, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 98,67 por barril, configurando uma baixa de 1,17% frente ao fechamento anterior.

Corte na demanda por petróleo
Além disso, a AIE (Agência Internacional de Energia) reduziu sua projeção para a demanda da commodity no seu relatório mensal, sendo o sexto mês consecutivo de corte na procura por petróleo realizada pela agência internacional.

O anúncio ajudou a pressionar os preços neste pregão, visto que a demanda global pela commodity deve registrar alta menor do que 1% este ano, em função da economia fraca, que deve limitar a demanda em 2012. A AIE cortou sua expectativa para a demanda global em 2012 de 800 mil barris por dia para 250 mil.  

Crescimento chinês mais lento
Ademais, o FMI (Fundo Monetário Internacional) disse no seu relatório divulgado na última segunda-feira (6) que a economia da China deve expandir menos do que o projetado para este ano se a crise da dívida na Europa piorar. Os Estados Unidos e a China, os maiores consumidores de petróleo do mundo, corresponderam a 32% do consumo da commodity mundial em 2010, segundo um relatório do BP Plc’s Statistical Review of World Energy.