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SÃO PAULO – A parada não programada da fábrica de celulose de Mucuri em janeiro deve trazer uma queda de 3% no Ebitda (geração operacional de caixa) da Suzano (SUZB5). O cálculo foi feito pelo Deutsche Bank, que lembra do tamanho das perdas – 50 mil toneladas em produção, ou 2,6% do total anual -, em um momento de pressão sobre os resultados da empresa.
O banco aproveitou para voltar a recomendar a manutenção das ações, a um preço-alvo de R$ 8, um potencial de desvalorização de 1,60% frente ao fechamento de 10 de fevereiro. No pregão desta segunda-feira (13), os papéis fecharam em queda de 1,85%, cotados a R$ 7,98, enquanto o Ibovespa avançou 2,65%, aos 65.691 pontos.
Problema é recorrente
Apesar de a empresa ter anunciado que já está tomando medidas para tentar reduzir essas toneladas perdidas, os analistas Josh Milberg e Luis Felipe Bresaola veem dois problemas com a parada. O primeiro é exatamente a queda de geração de caixa, por causa de menores receitas, mas também por causa do aumento nos custos de produção que essas ações adicionais vão trazer.
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Já o outro tem a ver com a continuidade de paradas como essa, que vem ocorrendo há algum tempo. O Deutsche Bank lembra de uma em julho do ano passado, quando 29 mil toneladas deixaram de ser produzidas, e outra no segundo trimestre, quando o patamar negativo chegou a 48 mil toneladas. Já em janeiro de 2010, outro problema técnico tirou 42 mil toneladas da linha de produção da companhia.
Por causa dessas falhas, os gastos para produzir celulose são bem maiores do que o da concorrente Fibria (FIBR3), desde o último período de 2010. A diferença chegou a ser de 17% entre julho e setembro do ano passado. Portanto, o anúncio vem numa hora muito ruim para a Suzano, na qual todo seu balanço já se encontra sob pressão negativa.