GOL sobe 5,4% com boas estimativas, apesar de alerta sobre dívida

Ações da aérea estenderam a forte valorização apresentada na véspera depois de Morgan Stanley avalia-las como overweight

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SÃO PAULO – As ações da GOL (GOLL4) voltaram a apresentar forte valorização no pregão desta terça-feira (14), depois de já terem subido 9,85% na véspera. O mercado parece repercutir novamente o relatório do Morgan Stanley, que atualizou sua cobertura, e as perspectivas positivas para a aérea.

Os papéis fecharam com avanço de 5,44%, cotados a R$ 14,34, ocupando o posto de maior alta do Ibovespa. O benchmark brasileiro, por sua vez, registrou queda de 0,99%, a 65.038 pontos. O volume financeiro também voltou a ser expressivo, de R$ 86,42 milhões, sendo que a média de movimentação das 21 sessões anteriores é de R$ 24,26 milhões.

Morgan Stanley e estimativas
No último pregão, o Morgan Stanley divulgou um relatório no qual afirmava voltar à cobertura das ações da GOL, com avaliação overweight, ou seja, retorno acima do principal índice. A equipe do analista Nicolai Sebrell elogiou a possibilidade de aumento das taxas de ocupação por conta do baixo crescimento de número de passageiros e de manutenção da frota da empresa.

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A XP Investimentos também acredita que é positivo o programa de contenção de custos para a empresa ser mais prudente. Assim, a estimativa de resultados para o quarto trimestre de 2011 e os períodos seguintes é forte para a média do mercado.

Cuidado com a dívida
Apesar dessa alta e das boas perspectivas, as agências de classificação de risco Fitch e Moody’s alertaram sobre o portfólio de dívida da GOL. A aérea tem grande posição de débitos em dólar, o que a deixa muito exposta às oscilações do câmbio, e também muito de suas despesas e receitas têm a ver com a moeda norte-americana.

A Fitch calcula a relação entre dívida líquida e Ebitdar, que mede a geração operacional de caixa ajustada, em 9 vezes, o que a torna bem alavancada financeiramente. Já a Moody’s vê esse patamar em dois dígitos, ou seja, acima de 10 vezes.

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Para uma emissão de bônus perpétuos – sem data de vencimento -, cuja emissão foi confirmada nesta data, a Fitch atribuiu um rating de BB-. A operação deve levantar entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões, elevando a carteira de débito em dólar. Por sua vez, a Moody’s colocou a nota B1 da empresa em perspectiva negativa, e rebaixou a avaliação nacional para Baa3.