Presidente do banco central chinês reforça compromisso em ajudar Europa

Zhou reiterou os comentários feitos pelo premiê da China, Wen Jiabao, que disse que seu país vai ampliar seu envolvimento EFSF

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SÃO PAULO – O banco central da China vai ampliar sua carteira de ativos denominados em euro, afirmou nesta quarta-feira (15) o presidente da instituição, Zhou Xiaochuan, conforme noticia a imprensa internacional.

A China tem investido consistentemente em ativos ligados ao euro e vai aumentar sua participação, reforçou o dirigente durante evento em Pequim, que também contou com a presença do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Zhou reiterou os comentários recentes feitos pelo primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, que disse que seu país vai ampliar seu envolvimento no EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira). Contudo, Xiaochuan acrescentou esperar que a Zona do Euro e a União Europeia possam oferecer produtos de investimento mais atraentes.

Apesar dos compromissos de apoio, as autoridades chinesas não chegaram até agora a oferecer quaisquer propostas específicas para novos investimentos à Europa ou a compra de ativos europeus. A China tem sido um comprador regular de bônus emitidos pelo EFSF e de dívida soberana de vários países da Zona do Euro, mas o nível de seus investimentos permanecem desconhecidos.

A China detém ativos europeus por meio de vários canais, apontou Zhou, incluindo suas reservas internacionais e seu fundo soberano, o China Investment Corp.

Resposta europeia
No mesmo evento, Van Rompuy alertou contra o fato de se substimar a vontade política de preservação do bloco da moeda única. Segundo ele, os líderes europeus estão “determinados em manter a Zona do Euro viva” e que a Europa estima a reação da China à crise da dívida europeia. “Nós valorizamos muito a confiança da China”, afirmou.

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Barroso, por sua vez, comemorou a tendência de integração europeia, notando que isso é “inseparável” do futuro do euro. Ele acrescentou que a Europa está se dirigindo para uma união fiscal enquanto o BCE (Banco Central Europeu) garante que o bancos tenham liquidez. Ao mesmo tempo, apontou, não se deve esquecer a importância de expandir-se a economia e criar empregos.