Petróleo registra nova alta e atinge maior cotação em nove meses

Tanto embargo ao óleo iraniano quanto pacote de ajuda à Grécia colaboram para alta da commodity nesta sessão

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SÃO PAULO – O petróleo registrou nova alta nesta terça-feira (21), fechando na maior cotação em nove meses. O cenário europeu pressionou novamente por uma alta, tanto por conta do embargo ao petróleo iraniano, quanto com o pacote de ajuda à Grécia acordado entre as principais economias do continente. 

Dessa forma, o barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 121,68 no pregão desta terça-feira, alta de 1,4% em relação ao último fechamento. Já o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 105,86 por barril, configurando uma alta de 2,5% frente ao fechamento anterior.

Embargo europeu e eleições na Líbia
O petróleo responde ao embargo europeu ao óleo produzido no Irã, anunciado na véspera. A União Europeia se diz “preparada” para enfrentar uma ruptura de estoque de petróleo, embora Grécia, Espanha e Itália, três das economias mais prejudicadas pela crise da dívida, sejam dependentes da importação da commodity do país. Esse embargo, válido a partir de julho, é mais uma sanção contra o regime iraniano e seu programa nuclear.

Outro produtor de petróleo, a Líbia, começa a se redemocratizar. Um ano após o início dos protestos que levaram a queda do ditador Muammar Gadaffi, os habitantes de Misrata, cidade símbolo dos protestos realizaram sua primeira eleição para o conselho local, especíe de câmara de vereadores da cidade. Essa é a primeira vez que houveram eleições regionais no país em 40 anos. 

Europa pressiona por alta
Após 13 horas de reunião, os ministros da Zona do Euro aprovaram na madrugada de segunda para terça-feira um novo pacote de ajuda à Grécia no valor de € 130 bilhões. O objetivo do novo plano de ajuda à Grécia é fazer com que a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) do país chegue a 120% até 2020. Para tanto, credores privados da dívida grega concordaram em descontar 53,5% sob o valor de face dos seus títulos, representando um desconto maior do que os 50% concedidos antes do encontro.

Para José Barroso, presidente da Comissão Europeia, isso elimina de vez as chances de um pedido de default desordenado por parte da economia grega. A União Europeia voltou a se reunir nesta sessão para definir a adoção de um documento que determina que todos os 27 integrantes do bloco aumentem a vigilância sobre seus sistemas financeiros.