Mesmo com alta das ações da Vale e OGX, Ibovespa fecha em queda de 0,41%

Índice não resistiu ao noticiário negativo na Europa, que contou com uma possível recessão da Zona do Euro no primeiro trimestre

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SÃO PAULO – O Ibovespa registrou queda de 0,41% nesta quinta-feira (23), terminando aos 65.819 pontos. O índice teve sua segunda queda consecutiva, com giro financeiro de R$ 6,50 bilhões. O benchmark não resistiu ao noticiário europeu ruim, mas terminou descolado das bolsas daquele continente, que terminaram sem tendência, e dos principais índices norte-americanos, que fecharam em alta.

As três ações mais relevantes do Ibovespa registraram ganhos na sessão, limitando as perdas do Ibovespa. As ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) registraram alta de 1,95%, terminando aos R$ 42,80, enquanto os papéis da OGX Petróleo (OGXP3) subiram 0,89%, a R$ 18,21. As ações PN da Petrobras (PETR4) também avançaram, embora os ganhos tenham se limitado a 0,13%, fechando a R$ 23,92. Juntos, esses três papéis cerca de 23% do índice.

Europa chama a atenção
Ficou em evidência a nova projeção da Comissão Europeia de que o PIB (Produto Interno Bruto) da União Europeia irá estagnar, enquanto a Zona do Euro registrará um recuo moderado no primeiro trimestre. O mercado começa a avaliar uma recessão na Grécia até pelo menos 2013, enquanto Portugal pode precisar de um novo resgate. Mesmo em recessão, o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, destacou que a Zona do Euro deve manter seus compromissos fiscais.

O setor financeiro europeu preocupou, após os resultados dos grandes bancos decepcionarem, como resultado das perdas com bônus gregos. Ainda nesta sessão o parlamento da Grécia votou uma troca de títulos, que implicará em perdas de 53,5% no valor nominal dos papéis detidos por estrangeiros. No lado positivo, o índice de confiança alemão avança para o nível mais alto em sete meses, atingindo 109,6 pontos em fevereiro.

Destaque de ações
As ações da ALL (ALLL3) registraram a maior perda entre as ações do Ibovespa, com recuo de 5,36%, terminando aos R$ 10,25. As ações seguem sendo pressionadas pelo acordo assinado com a Cosan (CSAN3) e as incertezas que se seguiram a ele. As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 10,25 -5,36 +10,22 71,14M
 BRML3 BR MALLS PAR ON 21,50 -5,29 +18,65 45,94M
 CCRO3 CCR SA ON 13,70 -3,86 +12,11 44,75M
 DTEX3 DURATEX ON EJ 9,76 -3,46 +9,51 20,00M
 HYPE3 HYPERMARCAS ON 11,99 -3,31 +41,06 42,92M

Na ponta positiva, aparecem três das ações das empresas que fazem parte do Grupo Oi (TNLP3; TNLP4; BRTO4), que acentuaram seus ganhos por volta das 16h30 (horário de Brasília). As maiores valorizações ficaram com TNLP4 e TNLP3, que tiveram ganhos de 5,88% e 5,75%, respectivamente, fechando a R$ 17,65 e R$ 21,52. As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TNLP4 TELEMAR PN 17,65 +5,88 +0,51 85,68M
 TNLP3 TELEMAR ON 21,52 +5,75 +0,28 4,01M
 MMXM3 MMX MINER ON 9,02 +4,16 +35,23 32,23M
 BRTO4 BRASIL TELEC PN 11,28 +3,30 +3,68 32,60M
 VALE3 VALE ON 43,86 +2,00 +11,18 180,77M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 42,80 +1,95 719,43M 667,89M 37.069 
 PETR4 PETROBRAS PN 23,92 +0,13 452,05M 695,25M 36.184 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 18,21 +0,89 323,67M 268,49M 25.848 
 BBDC4 BRADESCO PN ED 30,32 -1,56 214,54M 198,72M 17.523 
 VALE3 VALE ON 43,86 +2,00 180,77M 169,46M 13.920 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 36,10 -0,63 176,55M 277,37M 14.239 
 CIEL3 CIELO ON 58,65 +1,12 148,01M 128,39M 8.081 
 PETR3 PETROBRAS ON 25,35 -0,04 138,09M 168,47M 15.206 
 BBAS3 BRASIL ON ED 27,75 -0,89 133,77M 199,56M 13.785 
 RDCD3 REDECARD ON 35,55 -0,42 128,90M 192,67M 8.732 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

Agenda de indicadores
Na agenda econômica doméstica, a Nota do Setor Externo do Banco Central apontou que a entrada de investimentos estrangeiros diretos, a soma de ingressos líquidos em janeiro, foi de US$ 5,4 bilhões. O BC revelou ainda o fluxo cambial, com saldo positivo de US$ 6,520 bilhões.

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Já nos EUA, a pauta de indicadores contou com o Initial Claims, mostrando que o número de pedidos de auxílio-desemprego chegou a 351 mil solicitações na semana terminada em 18 de fevereiro, contra uma média de projeções de 355 mil novos pedidos.

Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 0,81% e atingiu 2.957 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,48% a 1.364 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,36% a 12.985 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou leve alta de 0,36% e atingiu 5.938 pontos; enquanto o índice CAC 40 da bolsa de Paris fechou estável a 3.447 pontos. Por outro lado, o DAX 30 da bolsa de Frankfurt recuou 0,50%, atingindo 6.809 pontos.

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Dólar
O dólar comercial inverteu sinal no início da tarde desta quinta-feira e fechou em alta de 0,23%, terminando cotado a R$ 1,7110 na venda. Além do cenário negativo na Europa, a moeda também foi impulsionada pela forte intervenção do Banco Central no câmbio, através de uma oferta de contratos de swap cambial e de um leilão de compra de dólares no mercado à vista.

Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 9,67%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,05% a 132,95% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País registrou alta de 6 pontos-base nessa sessão, aos 200 pontos.

Agenda da próxima sessão
Na agenda doméstica desta sexta-feira (24) o Serasa Experian apresenta o PIB mensal. O indicador tem por objetivo fornecer um conjunto de estatísticas de alta frequência que reflita a evolução mensal do PIB trimestral, que é divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ainda por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) publica a Sondagem do Consumidor de fevereiro. O indicador é compilado com base em uma amostra de mais de 200 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.

Nos Estados Unidos, será revelado o Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana, sendo dividido em duas categorias: situação atual e expectativas para o futuro. Também por lá, será reportado o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas vendidas no país.