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SÃO PAULO – Em meio aos atrasos nas operações dos portos e aos maiores custos operacionais, o Credit Suisse diminuiu o preço-alvo de doze meses para as ações da MMX (MMXM3), mas manteve a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os ativos. O preço-alvo teve uma alteração de R$ 13,20 para R$ 10,80 – o que configura um potencial de valorização de 15,02% em relação ao fechamento de sexta-feira (24).
De acordo com os analistas do banco suíço, Ivano Westin e Carlos Louro, a MMX deve continuar com um crescimento sólido, devido às suas reservas minerais de US$ 1 bilhão de toneladas pela metodologia JORC (Australasian Joint Ore Reserves Committee), e por ter firmado um contrato de longo prazo no setor ferroviário. Esse contrato apresenta uma taxa base de R$ 24,60 a tonelada, considerada competitiva pelos analistas e suficiente para cobrir os volumes requeridos.
Catalisadores para ações
Para os analistas, a MMX continua sendo a única no mercado a realizar investimentos de logística com relação aos minérios e construção de malha ferroviário e acessos aos próprios portos. Apesar de várias empresas terem anunciado projetos no Brasil, eles continuam sendo apenas planos.
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Westin e Louro também ressaltam o início de operação do porto com capacidade para 50 milhões de toneladas por ano, o que é considerado positivo e está previsto para o primeiro semestre de 2013. Além disso, a aprovação do financiamento para a companhia, que pode acontecer após a aprovação das licenças ambiental da operação de Serra Azul, deve ser um importante catalisador para a ação.
De acordo com os analistas, apesar dos desafios, a MMX deve atingir o plano de capex (investimento de capital) anunciado, de US$ 1,2 bilhão em 2012, US$ 1,8 bilhão em 2013 e de US$ 0,6 bilhão em 2014. Louro e Westin afirmam que esse capex pode ser obtido apesar das licenças ambientais ainda estarem pendentes.