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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (29), impulsionados pelos estoques da commodity dos Estados Unidos, que mostraram um crescimento muito superior ao projetado pelos analistas para a passagem semanal. Também vieram acima das expectativas do mercado os outros indicadores econômicos norte-americanos divulgados nesta sessão, ajudando a minimizar os efeitos do discurso do presidente do Federal Reserve.
Enquanto a autoridade monetária dos EUA mostrou preocupação com o mercado de trabalho do país, as tensões entre Irã e Ocidente voltaram para pauta, contribuindo para elevar mais uma vez os preços do petróleo, já que os investidores temem pela oferta da commodity. O Departamento do Tesouro dos EUA afirmou nesta semana que começará a aplicar sanções a empresas que comprem petróleo iraniano a partir de 28 de junho, como parte de sua estratégia de pressionar o governo de Teerã.
O petróleo em Nova York fechou em seu melhor mês desde outubro do ano passado. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 123,06 no pregão desta quarta-feira, alta de 1,03% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em abril, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 107,07 por barril, configurando uma valorização de 0,49% frente ao fechamento anterior.
Estoques de petróleo avançam em 4,2 milhões de barris
O dado do Departamento de Energia dos Estados Unidos foi a principal referência desta sessão, uma vez que indicou que os estoques de petróleo do país avançaram em 4,2 milhões de barris, enquanto a média das projeções dos 12 analistas pesquisados pela agência de notícias norte-americana, Bloomberg, apontavam para alta de 1,1 milhão. Por sua vez, os estoques de gasolina recuaram na passagem semanal em 1,6 milhão de barris, ou 0,7% para 229,9 milhões de barris.
Também vieram positivos os outros indicadores econômicos do país, com a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA mostrando um avanço acima do esperado no quarto trimestre de 2011. Além disso, a atividade industrial na região de Chicago também registrou desempenho melhor do que as expectativas dos analistas em fevereiro, ao atingir 64 pontos, frente às projeções de 60 pontos.
Mercado de trabalho ainda mostra desempenho fraco
Segundo o presidente do Fed, a irregular recuperação da economia dos Estados Unidos precisa melhorar para diminuir rapidamente a inaceitável taxa de desemprego do país. “O mercado de trabalho está longe do normal”, afirmou a autoridade em comentários preparados para o comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados.
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Além disso, Bernanke também disse que a queda na taxa de desemprego nos últimos anos tem sido mais rápida do que o esperado, fazendo com que seja necessário um crescimento mais forte na produção e na demanda final.
Contudo, a atividade econômica norte-americana mostrou melhoria moderada em janeiro e as primeiras semanas de fevereiro, mostrou o Fed com a divulgação do Livro Bege nesta quarta. A instituição notou que setores problemáticos da economia dos EUA, como o setor imobiliário e bancário, tiveram melhoras.