Primeira semana de 2012 é agitada, mas começa com liquidez reduzida

Na opinião de especialistas, bolsa brasileira está "barata", mas precisa de catalisador para engatar trajetória positiva

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SÃO PAULO – Depois de recuar 18,11% em 2011, e 0,21% só durante dezembro, a expectativa é que o Ibovespa continue numa trajetória próxima à estabilidade durante o período entre 2 e 6 de janeiro. Já nesta segunda-feira (2), com o mercado norte-americano fechado e as atividades suspensas nas bolsas da China e Japão, o volume financeiro permanece baixo, e o benchmark brasileiro segue lateralizado.

O analista Paulo Esteves, da Gradual Investimentos, lembra que o cenário continua complicado na Europa, o que deve influenciar as bolsas pelo mundo, inclusive a brasileira. A confiança dos investidores vai depender de indicadores macroeconômicos da China e dos Estados Unidos, que precisam mostrar, respectivamente, uma desaceleração segura e uma recuperação mais relevante.

Esteves frisa que os múltiplos reduzidos no Brasil trazem possibilidades de ganhos, mas algum evento terá de disparar a tendência de alta, mesmo que a economia do País continue em expansão. Para ele, o principal catalisador continua sendo a dívida soberana europeia.

Já Jason Vieira, da Cruzeiro do Sul Corretora, destaca o trabalho já realizado por Itália e Espanha, que adotaram medidas de austeridade para conter o crescente endividamento. Segundo o analista, um compromisso maior entre os países mais “problemáticos” e Alemanha e França será necessário. “Agora, como em um incêndio, começa o trabalho de rescaldo”, afirma.

Agenda para a semana
No front doméstico, os principais indicadores a serem conhecidos pelo mercado são a balança comercial, na terça-feira (3), divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, bem como o fluxo cambial semanal, do Banco Central, na quarta-feira (4) e a Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na quinta (5).

O instituto também divulga um dos dados mais importantes do ano passado, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) de dezembro, que deve revelar se o teto da meta de 6,5% para a inflação foi ultrapassado ou não durante 2011.

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Já no exterior, além do PMI (Purchasing Managers’ Index) de China e Zona do Euro que foram conhecidos nesta segunda, os investidores esperam a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), dos EUA, e o ISM Index, que mostra a atividade industrial no país, na terça. Já na quinta e na sexta, os destaques são a situação do mercado de trabalho norte-americano, com o Relatório de Emprego, bem como os pedidos iniciais de auxílio-desemprego e o número total de postos de trabalho.