França e Alemanha disputam cargo de economista-chefe do BCE

Vice-ministro das Finanças alemão, Joerg Asmussen, e alto funcionário do Tesouro francês, Benoit Coeure, são os indicados

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SÃO PAULO – Em meio a divergências sobre a atuação do Banco Central Europeu (BCE), França e Alemanha começaram o ano fazendo suas indicações para ocupar o cargo de economista-chefe da instituição.

A Alemanha apontou o vice-ministro das Finanças do país, Joerg Asmussen, para suceder o também alemão Juergen Stark no comitê executivo do BCE e na posição de economista-chefe, enquanto a França indicou o alto funcionário do Tesouro francês, Benoit Coeure, para substituir o italiano Lorenzo Bini Smaghi no comitê. Ambos juntam-se ao Conselho Executivo do banco central do velho continente.

A França também pressiona para que Coeure ocupe o cargo de economista-chefe da instituição, dois anos e meio depois que o BCE iniciou a compra de títulos de Itália e Espanha como medida para conter uma deterioração da crise da dívida europeia, levantando divergências sobre o assunto.

Coeure concorda com continuidade da compra de títulos públicos
O indicado francês já demonstrou, em dezembro, que pode apoiar a atitude do comando atual do BCE na compra de títulos públicos, no caso de uma “deterioração em termos de transmissão de política monetária”.

A Itália ganhou o apoio para nomeação de Mario Draghi para substituir Jean-Claude Trichet como presidente da instituição e embora o estatuto do BCE proíba qualquer interferência política, Smaghi já vinha sendo pressionado, antes mesmo de deixar o cargo em novembro, pelos governos italianos e francês para dar lugar a um representante da França.