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SÃO PAULO – Os principais índices acionários da Europa verificam ganhos no pregão desta sexta-feira (6) à espera de dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, o que pode trazer mais sinais de que a recuperação da maior potência mundial está se consolidando.
O relatório de emprego dos Estados Unidos, o Payroll, deve mostrar que o país criou 155 mil postos de trabalho em dezembro, em comparação com 120 mil vagas de um mês antes, de acordo com as expectativas de analistas. O documento também pode mostrar que a taxa de desemprego subiu para 8,7% no mês passado, depois de cair em novembro para o menor nível em mais de dois anos (8,6%).
As expectativas se tornaram mais positivas com o relatório de emprego após o ADP Employment surpreender os analistas na véspera ao reportar a criação de 325 mil novos empregos no setor privado em dezembro, ultrapassando largamente as projeções de 180 mil postos de trabalho.
Na agenda econômica do Velho Ccontinente, a confiança do consumidor pode ter caído em dezembro para o patamar mais baixo em mais de dois anos; enquanto isso, as vendas do varejo na Zona do Euro recuaram em 0,8% na Zona do Euro em novembro, frente aos números de outubro. Já a taxa de desemprego manteve-se estável em 10,3%, com destaque para a Espanha, onde o indicador sofreu alta de 22,7% para 22,9%.
Crise do euro
No âmbito da crise da dívida soberana que ameaça a região da moeda única, os investidores avaliam os comentários do membro do conselho do BCE (Banco Central Europeu) e presidente do canco central holandês, Klass Knot, durante entrevista a um programa de televisão de seu país.
Ele indicou que a Alemanha é o maior obstáculo ao aumento do fundo de resgate da União Europeia. “O obstáculo mais importante está na Alemanha, não na Holanda”, afirmou Knot, acrescentando que a ampliação do fundo de emergência é necessária e, por isso, vai usar o tempo para “convencer os colegas alemães”.
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Destaques corporativos
No front corporativo, os papéis do setor bancário continuam no radar ainda por conta da notícia de que o italiano UniCredit fará uma oferta de ações, na qual os ativos serão vendidos com um desconto enorme face ao valor de mercado. Em Milão, as ações da instituição despencam 8,17%.
Em Paris, os ativos do Société Générale cedem 0,59%, enquanto os do BNP Paribas caem 0,69%. Em Madri, as ações do Santander têm leve alta de 0,09% e as do Credit Suisse sobem 0,37% em Zurique.
Em Londres, os papéis do LLoyds se valorizam em 0,95%, na contramão dos ativos do HSBC, que devolvem 0,18%. Por fim, em Frankfurt, as ações do Deutsche Bank perdem 1,60%.
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Confira o desempenho dos índices de ações europeus:
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| CAC 40 | +0,62 |
3.164 | -0,37 |
+0,14 |
| DAX 30 | +0,42 |
6.122 | +2,12 |
+3,78 |
| FTSE 100 | +0,26 |
5.639 | +1,65 |
+1,19 |
| SMI | +0,08 |
6.031 | +4,60 |
+1,60 |
| IBEX 35 | +0,45 |
8.367 | -3,20 |
-2,32 |
| FTSE MIB | +0,25 |
14.804 | -5,41 |
-1,89 |