Resumo Semanal

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O Ibovespa fechou o período entre 9 e 13 de janeiro com ganhos de 0,93%, aos 59.146 pontos – a 2ª semana consecutiva de valorização. O índice tentou romper a resistência dos 60.000 pontos três vezes durante esta sessão, mas acabou terminando abaixo desse patamar, em meio à referências negativas que retiraram força do índice. 

As ações da Vanguarda Agro foram o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 12,50% nos últimos cinco dias, cotadas a R$ 0,36 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da JBS, que recuaram 10,71% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 5,42. 

Petrobras e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras (PETR3, +5,71%, R$ 25,37; PETR4, +3,22%, R$ 23,05) encerraram o período em alta. Durante a semana, a principal referência para a estatal foi a divulgação da suas reservas provadas, que somaram 16,4 bilhões de barris em 2011, um número considerado positivo por analistas. A empresa também divulgou o início da operação de um gerador a etanol na Antártica. 

Já as ações da Vale (VALE3, -2,53%, R$ 40,45; VALE5, -1,29%, R$ 38,95) fecharam a semana com perdas. Durante o período, a empresa anunciou que as chuvas no sudeste deverão afetar sua produção, levando-a não cumprir seus prazos. É possível, contudo, que a alta dos preços de minério compense esse efeito. 

Europa em foco
O continente europeu continuou a ser o foco do mercado. Por lá o investidor acompanhou a reunião do BCE, na qual foi decidida a manutenção da taxa de juros da Zona do Euro, em 1,0% ao ano. Parte do mercado deseja um corte na taxa, uma vez que as economias do continente, como a Alemanha, já mostram sinais de desaceleração. A OCDE alertou que as principais economias do mundo já crescem em ritmo menor.

Otimismo foi demonstrado pelos principais líderes da Zona do Euro. Angela Merkel, chanceler alemã, e Nicolas Sarkozy, presidente francês, reiteraram que nenhum país deverá deixar a Zona do Euro. Por sua vez, Mario Draghi, presidente do BCE, lembrou que um pacto de integração fiscal precisa ser assinado o quanto antes. Já Mario Monti, primeiro-ministro da Itália, pediu mais apoio da União Europeia ao seu país.

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A Fitch Ratings considerou que há uma chance significativa de cortar o rating da Itália. O rating francês também pode vir a ser cortado, mas pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Isso elevaria o custo da emissão de € 1,5 bilhão em bônus para seis meses, planejada pelo EFSF.

Ainda por lá, é válido lembrar que o governo grego e seus credores internacionais deverão continuar na próxima semana as negociações sobre um acordo de participação voluntária do setor privado em um novo pacote de ajuda ao país.

Brasil
Por aqui, destacaram-se números da economia nacional, como os indicadores de inflação IGP-DI de dezembro, divulgado pela FGV, e o IPC-S. O IPC-Fipe e o IGP-M também foram divulgados.

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Sobre a economia local, foram apresentados o Levantamento Sistemático sobre a safra agrícola brasileira, a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de novembro e a Pesquisa Mensal do Comércio. Vale lembrar que este último número foi considerado extremamente positivo. 

EUA e China
Na maior economia mundial, os investidores estiveram atentos ao Livro Bege, relatório sobre a atualidade econômica norte-americana, mostrando que as condições econômicas melhoraram nos últimos meses, embora preços e salários continuem rondando a “estabilidade”. Uma possível melhora expressiva da economia pode fazer com que o Fed aumente os juros antes da metade de 2013. A instituição foi responsável pela transferência de US$ 76,9 bilhões ao Tesouro norte-americano nessa semana. 

Os números da economia norte-americana, contudo, decepcionaram com a divulgação dos Wholesale Inventories, Retail Sales, Initial Claims, Treasury Budget e Trade Balance. O Consumer Credit e o Michigan Sentiment foram as únicas divulgações relevantes que superaram as expectativas do mercado. Vale lembrar que a temporada de divulgação de resultados já começou nos EUA, influenciando o humor dos mercados. 

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O aumento inesperado do superávit comercial da China em dezembro trouxe bons ares ao mercado, elevando a possibilidade de que o país possa dar uma guinada na sua política monetária. Contudo, essa notícia contrastou com a divulgação de que as reservas internacionais chinesas terminaram 2011 no menor nível desde março.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou queda de 3,28% nesta semana, terminando a R$ 1,7901 na venda.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,01%, queda de 0,06 ponto percentual no período.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,00% de seu valor de face, queda de 0,06% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou alta de 24 pontos-base na semana, aos 238 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a terceira semana de janeiro, as atenções se voltam principalmente ao cenário interno, em função da grande expectativa pela primeira reunião do ano Copom, que definirá os rumos da política monetária no País. 

Nos Estados Unidos, destaque para os importantes números referentes aos setores imobiliário e industrial, além do TIC, com a demanda estrangeira por títulos e ativos norte-americanos.