Mesmo com o setor de mineração pior, Vale é a preferida do Citi em 2012

Para o banco, a companhia tem um negócio mais consistente do que os competidores locais; preço do minério de ferro deve cair em 2012

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SÃO PAULO – A Vale (VALE3, VALE5) continua como a empresa preferida do Citigroup no setor de mineração em 2012. Para o banco, a companhia tem um negócio muito mais consistente do que os competidores locais.

O analista do Citi, Alexandre Hacking, não acredita que 2012 seja tão positivo quanto 2011 foi para o setor no Brasil. No ano anterior, a mineração alcançou recordes de produção, preços e lucros. Neste período, “é esperado que os lucros do setor caíam na comparação anual, sem crescimento da produção, com queda nos preços e alta dos custos”, afirma Hacking.

Em 2011, o Brasil também atingiu seu maior patamar histórico de exportação de minério de ferro, com a marca de 331 milhões de toneladas. Entretanto, também não é esperado um aumento desse número, uma vez que não houve grande expansão das minas no país. Neste período, a China foi o destino de 50% das exportações brasileiras, enquanto a Europa ficou com 19% do total.

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Demanda forte e queda nos preços
A demanda por minério de ferro deve continuar forte neste ano, segundo Hacking, com a produção global crescendo entre 2% e 3% na comparação anual. A oferta de minério de ferro deve continuar inferior à demanda em 2012. No entanto, por conta da forte base de comparação, os preços devem cair cerca de 11% em relação a 2011, para uma média de US$ 149,00.

No ano passado, os preços para exportação do Brasil caíram de US$ 140,00 em outubro para US$ US$ 108,00 em dezembro, fato que deve resultar em resultados piores do que os esperados para as companhias no quarto trimestre de 2011.

Impostos em alta
O Citigroup avalia que royalties maiores sobre a produção de minério de ferro são esperados para 2012, com um aumento efetivo entre 2% e 4%, na opinião da instituição financeira. Os governos dos maiores produtores do País, Pará e Minas Gerais, podem tentar implementar royalties nos moldes dos usados para a produção de petróleo e gás, embora a nova legislação ainda não esteja aprovada.