S&P: cenário econômico e político melhor pode causar rali nas bolsas dos EUA

Durante o ano, índice de ações S&P 500 já subiu mais de 4%, e especialistas da agência veem espaço para mais ganhos

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SÃO PAULO – Os investidores nos Estados Unidos parecem ter aceitado os eventos que estão para acontecer com as prévias do Partido Republicando sendo realizadas e o encaminhamento para as eleições presidenciais se aproximando, analisa a Standard & Poor’s em relatório enviado nesta quinta-feira (19).

Isso, aliado à percepção de um número cada vez maior de operadores do mercado de ações de que os riscos a uma grande recessão na economia global estão afastados, faz com que o cenário esteja armado para que um rali se dê nas bolsas por todo o mundo no curto prazo.

Dados econômicos mais positivos
Desde o final do ano passado, os EUA vêm apresentando indicadores em tendência de melhora, seja na atividade industrial ou no desemprego. Alguns dados vindos do resto do mundo também mostram que, apesar de ainda existir uma crise de oferta e demanda, a recuperação está a caminho, ou já começou.

Durante as duas primeiras semanas de janeiro, por exemplo, o índice acionário S&P 500 mostrou que o mercado tem comprado esse ambiente mais propenso ao risco. “A ação durante os primeiros cinco dias de pregão em janeiro mostraram uma leitura positiva para o resto do ano, em nossa visão”, afirma Sam Stovall, estrategista-chefe da S&P. A alta já passa dos 4%.

Pessimismo ainda está lá
Mesmo assim, ainda existe uma boa dose de pessimismo, avisa o relatório. A crise da dívida soberana na Europa não está solucionada – sequer está próxima de uma resolução. Os países ainda vão precisar se reunir para decidir os termos da maior integração fiscal e as possíveis punições para economias que não cumprirem as metas de endividamento e déficit público.

O próprio Stovall lembra que fevereiro é, historicamente, o segundo pior mês para as bolsas de valores – sendo setembro o primeiro -, e, no caso de notícias positivas deixarem de vir da Zona do Euro ou dos próprios EUA, todo o cenário pode desabar. Além disso, as estimativas das empresas listadas no S&P 500 quanto aos resultados do quarto trimestre de 2011 desaceleraram significativamente, de 14,6% em outubro, para 6,8% no lucro por papel.

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Portanto, uma combinação de retomada norte-americana confirmada, alívio vindo dos europeus e resultados positivos apresentados pelas grandes empresas de capital aberto confirmaria o tal rali previsto pela agência. Porém, caso esse tripé não mantenha o balanço, o segundo mês do ano pode trazer novamente o mercado à depressão vista em 2011.