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SÃO PAULO – Após a sequência de quatro quedas registrada na véspera, o dólar comercial inicia os trabalhos desta sexta-feira (20) em leve alta de 0,35%, cotado a R$ 1,769 na venda.
Segundo o operador de câmbio da InterBolsa Brasil, Ovídio Soares, o movimento significa que mercado está atento ao forte boato de possíveis intervenções do Governo no câmbio.
“Todo mundo tem a certeza que [a intervenção] virá quando o dólar cair muito. Eu acredito que se o dólar cair demais o Governo virá com alguma medida, seja algo relacionado ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ou outra coisa. Ele tem uma série de opções para fazer isso e tentar segurar o dólar em R$1,80, no mínimo a R$ 1,75, quando a luz vermelha acende”, explica o operador.
Segundo ele, a tendência do dólar no Brasil é de queda, pois o país vem sendo um ímã de atração da moeda. “Seja na forma de investimentos, por termos um grande campo para isso, seja na forma de especulação, por conta da nossa alta taxa de juros. Ainda estamos sendo um atrativo para investimentos em dólar”, diz Soares.
O especialista reforça ainda que os breves momentos de alta da moeda só têm acontecido em função do cenário de grande instabilidade na Europa, cuja dissolução não se mostra evidente. “O Governo sabe disso, então se ele não atuar, o dólar vai continuar em queda mesmo. O dólar só não está caindo mais porque a Europa esta muito ruim”, conclui o operador da InterBolsa Brasil.
Noticário
Neste sentido, tomam conta do noticiário nesta sessão as negociações entre o governo grego e o setor privado, cujo acordo pode ser alcançado nesta sexta-feira ou neste fim de semana, para que possa ser apresentado ao Eurogrupo, em Bruxelas, na segunda-feira (23). Um consenso capaz de trazer a dívida grega para níveis sustentáveis seria, para analistas, positivo para o mercados, uma vez que eliminaria uma grande quantidade de incertezas.
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Nesta data também se encerra o prazo para os bancos europeus apresentarem seus planos detalhados à EBA (Autoridade Bancária Europeia) sobre suas estratégias para alcançar 9% em nível de capital de máxima liquidez (tier 1) até 30 de junho deste ano.
Poderá contribuir ainda para algum otimismo nesta sexta-feira o PMI (Purchasing Managers’ Index) da China revelado pelo HSBC para o mês de janeiro. O indicador voltou a marcar uma contração na atividade econômica da China, mas mostrou leve alívio em relação ao mês anterior.
Agenda tranquila
Na agenda desta sexta-feira os investidores acompanham por aqui a divulgação da Nota de Mercado Aberto do mês dezembro, feita pelo Banco Central. O relatório fornece informações sobre as operações financeiras realizadas no mercado aberto pela autoridade monetária.
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Nos Estados Unidos, os investidores acompanham o Existing Home Sales, índice responsável por medir as vendas de casas usadas no país.