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SÃO PAULO – A produção siderúrgica em dezembro de 2011 foi considerada fraca pelo Banco Espírito Santo e pela Ativa Corretora. O setor produziu 35,2 milhões de toneladas de aço bruto em 2011, com expansão de 6,8% em relação ao ano anterior. Em dezembro de 2011, a produção brasileira de aço bruto cresceu 10,7% na base de comparação anual, com um total de 2,7 milhões de toneladas.
Para a analista da Ativa Corretora, Daniella Maia, os dados foram considerados negativos, pois mesmo tendo registrado crescimento na produção de aço bruto, grande parte desse movimento pode ser atribuída ao segmento de placas, que possui baixo valor agregado.
De acordo com o analista Juliano Navarro, do Banco Espírito Santo, as importações ainda são a maior preocupação das siderúrgicas, particularmente no segmento de aços planos, com os dados de importações de veículos da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) não ajudando. Já no segmento de aços longos obteve uma queda significativa das importações, de 41,6% na base mensal.
Aumento das importações e pressão sobre preços
“Em resumo, continuamos acreditando que dificilmente haverá aumento de preços de aços planos e, inclusive, não descartamos a possibilidade de cortes no curto prazo”, avalia Navarro. De acordo com o analista, as importações de aços planos continuam sendo uma ameaça, com as importações representando 22,9% do consumo aparente de aços planos em dezembro na comparação com o ano anterior, refletindo as fracas vendas no mercado interno e as importações mais elevadas, que tiveram aumento de 36% na base de comparação.
“Embora este dado seja muito melhor do que os 28,8% vistos em dezembro de 2010, ainda é acima do que consideramos ser um nível sustentável, de 15%”, afirma Navarro. Também devido a menor demanda no mercado doméstico, houve uma maior exportação da produção, implicando em menores margens para os produtores, segundo ele.
Navarro ressalta ainda que, depois de atingir o menor nível de produção em treze meses em novembro de 2011, o aumento da produção de aço bruto na China pode sugerir que a desaceleração nos meses anteriores talvez não tenha sido uma tendência de longo prazo. De acordo com um jornal chinês, as autoridades monetárias do país poderiam cortar a taxa de depósito compulsório em 0,5 ponto percentual até o fim do mês, aumento assim os investimentos e a demanda de aço na China.
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Gerdau é top pick do setor
Desse modo, o analista reitera a Gerdau (GGBR4) como a top pick do setor, com preço-alvo para janeiro de 2013 de R$ 23,00 – o que configura um potencial de valorização de 38,97% em relação ao fechamento de quinta-feira (19). Já os ativos da CSN (CSNA3) apresentam recomendação neutra – com preço-alvo de R$ 19,00, configurando um downside de 30,91% na comparação com o mesmo período de fechamento.
Navarro recomenda ainda a venda das ações ordinárias da Usiminas (USIM3;USIM5) e neutra para os ativos preferenciais da companhia, possuindo preços-alvo respectivos de R$ 15,00 e R$ 12,00 – com um downside de 13,09% para USIM3 e com um potencial de valorização de 8,79% em relação ao fechamento do mesmo período.