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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registra queda de dois pontos-base, atingindo 209 pontos nesta segunda-feira (23). O mercado ficou de olho nesta data ao encontro de ministros de Finanças da Zona do Euro, em Bruxelas, que busca principalmente fechar um acordo que permita à Grécia reduzir sua dívida com bancos privados. O acordo é de extrema importância para garantir uma segunda rodada de auxílio financeiro para o país em março e assim evitar uma deterioração ainda maior da crise que paira sobre o velho continente.
Além disso, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou nesta segunda-feira que, por conta dos riscos de abrandamento econômico criados pela crise da dívida na Europa, o fundo está rebaixando suas perspectivas de crescimento para boa parte do mundo, inclusive os países emergentes. Ademais, a crise deverá ser discutida no dia 9 de fevereiro entre presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti.
Agenda
Com agenda escassa de indicadores econômicos no front externo, os investidores acompanham a pauta econômica doméstica, que contou com a divulgação feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que apontou inflação de 0,93% na terceira medição de janeiro.
Ainda nesta data, o Banco Central divulgou o relatório Focus, que revelou as projeções para uma inflação mais alta na semana, projetando uma expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 0,58%. Enquanto isso, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) reportou os dados da balança comercial da última semana, mostrando apontando saldo negativo de US$ 579 milhões.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,09% na noite desta segunda-feira, cotado a 132,19 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 209 pontos-base.
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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.