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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou alta de um ponto-base, atingindo 209 pontos nesta terça-feira (24). As maiores preocupações acerca da economia global se acentuam, e levaram o FMI (Fundo Monetário Internacional) a rebaixar suas estimativas para o crescimento global e também para a economia brasileira.
O mercado também não viu com bons olhos a rejeição por parte dos ministros da Zona do Euro da proposta do IIF (Institute of International Finance), na renegociação da dívida grega. Com o impasse, os líderes da região mostraram disposição em incrementar o poder de fogo dos fundos de resgate da Zona do Euro, incluindo a Alemanha. Ainda na região, Standard & Poor’s cortou o rating de longo prazo de dois dos três maiores bancos da França, o Crédit Agricole e o Société Générale.
Indicadores
Na agenda de indicadores econômicos, destaque para os dados do PMI (Purchasing Managers’ Index) composto da Zona do Euro, que subiu de 48,3 em dezembro para 50,4 em janeiro, acima da expectativa do mercado. Alemanha e França também apresentaram alta significativa.
No front interno, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro, que marcou inflação de 0,65%. Já o BC também publicou a Nota do Setor Externo, apontando um superávit do balanço de pagamentos externos.
Por fim, a Serasa Experian divulgou dados da atividade econômica brasileira de dezembro, apontando queda no último mês do ano. Esse recuo não abalou o otimismo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que projeta um crescimento de 4% a 5% em 2012.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,01% na noite desta segunda-feira, cotado a 132,20 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 209 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.