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SÃO PAULO – O FMI (Fundo Monetário Internacional) negou nesta quinta-feira (26) que tenha pedido ao BCE (Banco Central Europeu) para desempenhar qualquer papel específico na reestruturação que está sendo negociada para a dívida grega.
Segundo o porta-voz do FMI, William Murray, para assegurar a sustentabilidade da dívida da Grécia, é essencial que um novo programa tenha o apoio dos setores privado e público, para trazer a dívida para 120% do PIB até 2020.
“O fundo não tem uma opinião a respeito da contribuição relativa do setor privado e do apoio do setor público para se atingir esse objetivo”, acrescentou Murray em nota.
O comunicado segue especulações de que o fundo internacional estaria pressionando o BCE e os bancos centrais da Zona do Euro a assumirem perdas nos empréstimos à Grécia se as negociações entre Atenas e os credores privados não resultarem num perdão suficientemente amplo da dívida grega.
Posição do BCE
O BCE, que já descartou a possibilidade de assumir perdas voluntárias sobre títulos gregos, parece estar se preparando para o pior cenário, de acordo com uma fonte anônima, citada pela Reuters. De acordo com a fonte, a instituição estaria debatendo como lidar com as perdas forçadas, além de explorar opções legais para evitar impactos excessivos.
“O BCE não assumirá perdas sobre as obrigações gregas de forma voluntária, mas há um debate intenso no BCE sobre como lidar com prejuízos forçados”, disse a fonte.
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Outra fonte teria revelado que os membros do banco se reuniram na véspera e continuam conversando nesta quinta-feira, sobre se a instituição deve ou não assumir perdas sobre a dívida da Grécia.