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SÃO PAULO – O executivo-chefe do JPMorgan, Jamie Dimon, afirmou nesta quinta-feira (26) que o impacto de um possível default da Grécia nos bancos norte-americanos seria insignificante e, embora existam chances de um desfecho ruim na Europa, ele não está preocupado com surpresas desagradáveis na região.
“O impacto direto de um calote grego é quase zero”, afirmou Dimon em entrevista à CNBC. “O efeito que isso teria na economia global obviamente atingiria os bancos norte-americanos também”, completou. No entanto, embora “possa haver uma surpresa em algum lugar”, ele expressou pouca preocupação com tal desdobramento.
“Existe uma pequena chance de um desfecho catastrófico. Por isso, seguir avançando de qualquer forma é a única boa estratégia”, comentou.
O problema existe…
Não querendo diminuir a difícil situação da Europa, Dimon disse que Grécia, Portugal e Irlanda não são a principal questão. “O verdadeiro problema é a Espanha e a Itália.” Para ele, a dívida grega precisa ser reestruturada, enquanto a Itália e a Espanha precisam mostrar as políticas de austeridade e crescimento.
De acordo com Dimon, o BCE (Banco Central Europeu), ao criar uma linha de refinanciamento de longo prazo no fim do ano passado, acabou com a possibilidade de um “efeito cascata”, onde um grande banco teria de ser socorrido e as pessoas começariam a retirar seu dinheiro dos bancos.