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O Ibovespa registrou sua 8ª alta seguida nessa quinta-feira (26), avançando 0,75% aos 62.953 pontos – seu maior patamar desde 5 de julho de 2011, quando terminou o dia em 63.038 pontos. É o rali de alta mais longo do benchmark desde o período entre 19 de julho e 2 de agosto de 2010, quando ele subiu por 11 pregões seguidos. O forte giro financeiro da sessão pós-feriado foi de R$ 7,89 bilhões.
É importante ressaltar que o índice conseguiu mais um dia positivo mesmo com a queda das ações de Petrobras e Vale – que detêm as maiores participações na composição do Ibovespa -, que recuaram 1,89% e 0,84%, respectivamente. Contudo, o desempenho positivo das bolsas norte-americanas na véspera contribuiu para o pregão de alta no mercado brasileiro, visto que a BM&F Bovespa permaneceu fechada na quarta-feira (25) por conta do feriado de São Paulo.
Destaque de ações
As empresas do setor imobiliário lideraram os ganhos do Ibovespa nesta quinta, impulsionadas pela perspectiva de maior crédito imobiliário. A única ação que não é do setor mas que figurou entre as cinco maiores altas do índice foi a Braskem, que avançou 5,07% aos R$ 15,34.
Já entre as maiores quedas, o destaque ficou por conta das empresas de telecomunicações, como Telemar, que recuou 4,19% aos R$ 45,29. Telefônica Brasil e TIM também estiveram entre as maiores quedas.
Reunião do Fomc gera otimismo
Os investidores se mostraram otimistas após a reunião do Fomc realizada na véspera, quando foi anunciado que a taxa de juro do país permanecerá próxima a zero até o fim de 2014. A atitude foi elogiada pelo FMI, afirmando ser apropriada para as condições monetárias e econômicas do momento.
Além disso, a instituição negou ter pedido ao BCE para desempenhar qualquer papel específico na reestruturação que está sendo negociada para a dívida grega. De volta aos EUA, a notícia que Timothy Geithner não deverá permanecer como secretário do Tesouro caso o presidente Barack Obama seja re-eleito também chamou a atenção dos mercados.
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Indicadores
Nesta manhã, o Copom divulgou a ata da sua última reunião, que aconteceu em 18 de janeiro de 2012, quando reduziu a Selic em 50 pontos-base, para 10,50% ao ano. Já saldo do fluxo cambial da última semana apontou superávit de US$ 6,654 bilhões. Ainda por aqui, IPC-Fipe, divulgado nesta quinta-feira pela Fipe, apontou variação positiva dos preços de 0,68% na terceira medição do ano.
Nos EUA, o Initial Claims registrou 377 mil solicitações, acima da expectativa do mercado, que era de 375 mil. Por sua vez, o Durable Good Orders exibiu avanço de 3,0% no referido mês, frente à projeção de alta de 2,0%.
Dólar comercial
O dólar comercial fechou nesta quinta-feira em queda de 0,95%, cotado a R$ 1,7442 na venda – seu menor patamar desde 11 de novembro de 2011, quando fechou a R$ 1,7439. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 6,65% em janeiro, frente à alta de 3,07% registrada no mês passado.
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Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,67%, 0,16 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,30%, a 132,80% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou alta de 6 pontos-base nessa sessão, aos 216 pontos.