Resumo Semanal

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Em sua quarta semana consecutiva de alta, o Ibovespa acumulou no período entre 23 e 27 de janeiro ganho de 0,95%, chegando aos 62.312 pontos. Vale lembrar que a semana foi mais curta, pois não houve pregão na quarta-feira (25) devido ao feriado de aniversário da cidade de São Paulo, onde situa-se a BM&F Bovespa. É válido destacar que o índice não registrava quatro semanas consecutivas de ganhos desde o período de 20 de dezembro de 2010 a 14 de janeiro de 2011. 

As ações da Braskem foram o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa nesta semana, com valorização de 11,11%, cotadas a R$ 15,90 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos do setor telecomunicações, com destaque para a Telemar Norte Leste, que recuaram 9,14% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 44,66. 

Petrobras e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras (PETR3, +1,94%, R$ 26,86; PETR4, +1,86%, R$ 24,67) encerraram o período em alta, refletindo o anúncia da troca de presidente na companhia. José Sérgio Gabrielli, deve deixar a presidência da estatal para assumir um cargo no governo da Bahia, dando lugar a Maria das Graças Foster, atual diretora de Gás e Energia. Além disso, há chances de que o plano de investimentos da Petrobras tenha pequenos ajustes. Por fim, a Petrobras também divulgou que divulgará seus resultados de 2011 no dia 9 de fevereiro e assinou acordo com o governo mineiro para ampliar produção de biodiesel.

As ações da Vale (VALE3, +0,28%, R$ 43,04; VALE5, +0,81%, R$ 41,32) também fecharam a semana com ganhos, embora mais tímidos. Durante a semana, a companhia suspendeu a sua declaração de força maior, aprovou a compra do resto das ações da Vale Fertilizantes e obteve licença ambiental para uma nova mina em Carajás. Contudo, foi a perda da disputa tributária que mais chamou a atenção – uma vez que a companhia será obrigada a pagar R$ 9,8 bilhões em imposto de renda. 

EUA: juros baixos até 2014
Uma das principais referências da semana veio dos Estados Unidos, após o término da reunião do Fomc que anunciou que o juro do país se manterá baixo até o final de 2014, embora essa conclusão não seja unânime entre os membros do grupo. O Fed também disse ver a economia dos EUA em expansão moderada e fixou uma meta de inflação de longo prazo para o país em 2%. Além disso, Ben Bernanke, presidente da instituição, não descartou a possibilidade de um novo Quantative Easing caso perceba que o mercado de trabalho não dá sinais de melhora.

Na agenda do país, destaque para os números do PIB, que decepcionaram o mercado, assim como o Pending Home Sales e o Initial Claims. Por sua vez, o Durable Good Orders e o Michigan Sentiment, superaram as expectativas. Chamaram atenção também as tentativas de consolidação fiscal na maior economia do mundo, após o Pentágono afirmar prever cortes de US$ 487 bilhões nos próximos 10 anos.

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Europa: perspectivas ainda negativas
Na Europa, a situação ainda preocupa. A Espanha acredita que tenha tido uma recessão em 2011 – o desemprego atingiu o maior nível em 17 anos. Já a Alemanha viu a economia estagnar no último trimestre de 2011, enquanto o desempenho econômico do Reino Unido retraiu em 0,2% no quarto trimestre de 2011. Por conta disso, o FMI rebaixou suas perspectivas de crescimento para boa parte do mundo, inclusive para os países emergentes.

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, poderá dar uma trégua na campanha para controlar o mercado, além de pedir mais autonomia para a União Europeia. Além disso, os líderes da região mostraram disposição em incrementar o poder de fogo dos fundos de resgate da Zona do Euro, incluindo a Alemanha. Parte dos planos podem ser estragada pela Polônia, que ameaçou não assinar o novo pacto fiscal se não participar das reuniões do bloco.

O mercado também não viu com bons olhos a rejeição por parte dos ministros da Zona do Euro da proposta do IFF, na renegociação da dívida grega. O BCE não deve participar desse acordo. Por fim, chamou a atenção o corte do rating de cinco países europeus pela Fitch Ratings, entre eles Espanha e Itália. Já a Standard & Poor’s cortou o rating de longo prazo de dois dos três maiores bancos da França, o Credit Agricole e o Société Générale.

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Brasil: indicadores e ata do Copom
O cenário doméstico foi relativamente fraco, contando principalmente com a ata da última reunião do Copom, que aumentou os indícios de que poderemos ver uma taxa básica de juro inferior a 10% neste ano. Durante a semana, o FMI havia pedido por uma maior flexibilidade monetária em economias emergentes do G-20. 

Entre os indicadores econômicos a inflação medida pelo IPC-S e IPC-Fipe estiveram em foco. Também chamou atenção a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito divulgada pelo Banco Central, que apontou crescimento de 19% no volume de crédito concedido em 2011, bem como o resultado do Governo Central, que economizou R$ 93,519 bilhões durante o ano de 2011, para pagar os juros da dívida pública.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou queda de 1,18% nesta semana, terminando a R$ 1,7485 na venda.

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No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,61%, queda de 0,56 ponto percentual no período.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,84% de seu valor de face, alta de 0,58% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou alta de 9 pontos-base na semana, aos 218 pontos.

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Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda para a primeira semana de fevereiro, as atenções se voltam para a divulgação do Relatório de Emprego dos EUA referente ao mês de janeiro e ao desempenho do setor industrial do país.

No front doméstico, foco para a divulgação feita pelo Banco Central das notas de mercado aberto e de política fiscal. Índices de preços referentes a janeiro e dados da produção industrial do páis também são aguardados pelo mercado.