Corretora eleva projeções de resultados e preço-alvo das ações da Klabin para 2012

Analista espera melhores resultados, guiados por uma menor taxa de câmbio e maiores ganhos com corte dos custos

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SÃO PAULO – Após os fortes resultados trimestrais da Klabin (KLBN4), o Itaú BBA aumentou revisou suas estimativas para o desempenho da companhia em 2012 e também aumentou o preço-alvo das ações KLBN4 de R$ 8,00 para R$ 9,00 para 2012, configurando um potencial de valorização de 24,65% em relação ao fechamento desta quarta-feira (30). Além disso, a corretora manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os papéis. 

Esperando uma taxa de câmbio mais depreciada para o próximo ano (algo em torno de R$ 1,77 por dólar), maiores ganhos com o corte de custos e os novo investimentos em projetos de brownfield, os analistas Marcos Assumpção e André Pinheiro, que assinam o relatório do Itaú, elevaram as estimativas de longo prazo para o margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa) de 26% para 28%. O resultado do terceiro trimestre de 2011 já mostrou o efeito positivo das medidas da direção da Klabin para melhorar a eficiência operacional, contribuindo para esta revisão da corretora. 

“Esperamos que a estratégia de virada da Klabin tenha impacto pleno sobre os resultados para 2012, fazendo com que o Ebitda chegue a R$ 1,2 bilhão, ou 11% acima do registrado no ano anterior, e que a margem operacional supere 28%”, comentaram os analistas. A projeção do Itaú para o Ebitda para 2012 é 6% maior do que o consenso do mercado. Além disso, a corretora acredita que a companhia é uma das poucas que podem ter revisões para cima nas estimativas de lucro no próximo ano.

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Aquisições também são elogiadas
Recentemente, a Klabin anunciou a aquisição de 30 mil hectares de florestas plantadas, adjacentes a sua base florestal. Com esse acordo, a companhia passou a ter 110 mil hectares de florestas plantadas disponíveis para novos projetos. “Vemos isso como oportunidade para a empresa monetizar sua base florestal de fibra longa e curta, por meio da construção de uma fábrica flexível de celulose”, acrescentou Pinheiro.