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SÃO PAULO – O BCE (Banco Central Europeu) não deverá monetarizar a dívida do continente europeu, afirmou o banco sul-africano Standard Bank. De acordo com os analistas Steve Barrow e Jeremy Stevens, o próximo passo para resolução da crise da dívida europeia não deverá ser a compra de títulos de dívidas com dinheiro recemento impresso, e o mercado não deverá saber qual será a medida tomada pela instituição, se alguma.
Barrow e Stevens afirmam que o mercado deverá desapontar por conta disso, já que a expectativa é que o BCE realmente opte por essa saída, caso um novo tratado seja assinado na reunião de sexta-feira (9) entre líderes da União Europeia. A proposta, endosada pela Alemanha e por Mario Draghi, presidente do BCE, é de que os países sejam constitucionalmente obrigados de aumentar sua rigidez fiscal, com déficits de no máximo 3% de seu orçamento total – passível de punições.
“A pergunta é, quando os mercados se desapontarão? Hoje, amanhã? Provavelmente no futuro, quando o mercado achar que é hora do BCE de iniciar a monetização”, destacam os analistas.
Para eles, o BCE é uma instituição diferente demais de um banco central convencional para agir como uma, por tratar com vários governos, e não somente com um, e pode passar por apuros indesejáveis, caso os países da Zona do Euro comecem a sair União Monetária Europeia – como já foi especulado anteriormente.