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SÃO PAULO – A Zona do Euro enfrenta uma crise de dívida, não cambial, destaca o banco sul-africano, Standard Bank. Contudo, tanto uma possível expansão monetária no continente, quanto um possível rebaixamento da região por parte de uma agência de risco pode contagiar o Euro e alastrar a crise para o câmbio.
“O divórcio das políticas fiscais e monetárias gerou essa situação. O mercado de títulos de dívida é vulnerável já que não existe possibilidade de apenas imprimir dinheiro para pagar as dívidas, mesmo fator que fortalece o mercado cambial”, destacam os analistas Steve Barrow e Jeremy Stevens. Além disso, o fato do mercado de dívida refletir apenas o país emissor do título e o Euro refletir toda a região também colabora para isso.
Contágio?
Mas é possível um contágio? Os analistas afirmam que sim. Um fator que possivelmente levaria a isso seria a decisão do BCE (Banco Central Europeu) de imprimir dinheiro para pagar as dívidas, o que é possível para proteger a UME (União Monetária Europeia).
Outra possível forma de contágio seria através do rebaixamento de toda a região. “A Standard & Poor’s já avisou que pode fazer isso, esta semana. Isso faria elevar os yields dos bonds de todos os países e os CDS (Credit Default Swap)”, destacam os analistas. Assim, uma deterioração da situação alemã e francesa pode atrapalhar o desempenho da moeda, enfraquecendo-a no longo prazo.