Petróleo fecha com sinais opostos diante dos temores com Coreia do Norte

Injeção de 150 bilhões de euros no caixa do FMI e queda na produção de petróleo no Irã também influenciaram as negociações

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam com sinais opostos nesta segunda-feira (19). O anúncio sobre a morte do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, disparou preocupações sobre quem assumirá o controle do Estado e do seu programa nuclear. Os investidores temem pelo aumento da instabilidade na região, com a transição de poder no fechado regime comunista do país. Além disso, as discussões acerca da reunião dos ministros de Finanças e a queda na produção de óleo no Irã também influenciaram nas negociações.

Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 103,40 no pregão desta segunda-feira, leve queda de 0,36% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em janeiro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 93,88 por barril, configurando uma alta de 0,37% frente ao fechamento anterior.

Europa e Irã
Os ministros de Finanças da Zona do Euro comunicaram que irão reforçar o caixa do FMI (Fundo Monetário Internacional) em € 150 bilhões. O dinheiro será utilizado na forma de empréstimos bilaterais, disse o comunicado. A declaração foi emitida depois que os ministros das Finanças da União Europeia se reuniram em teleconferência para discutir os meios de reforçar o órgão internacional e a parcela que cada país deve contribuir.

O Irã também refletiu nesta sessão. Em rara manifestação, o país revelou que sua produção de petróleo caiu devido à falta de investimentos em seus campos de petróleo, à medida que enfrenta as mais duras sanções do Ocidente sobre seu programa nuclear. A maioria das companhias estrangeiras estão evitando o setor de petróleo iraniano por conta das sanções.

Corte de ratings
Por fim, os investidores ainda digerem o alerta da agência de classificação de risco Fitch feito na última sexta-feira (16). A agência colocou seis países da Zona do Euro em sua lista de vigilância negativa. Na lista estão Bélgica, Espanha, Eslovênia, Itália, Irlanda e Chipre. Além disso, ela revisou sua perspectiva para o rating de longo prazo da França de estável para negativo.