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SÃO PAULO – Após ter sido mais cauteloso com essas economias no segundo semestre deste ano, por conta da possível influência negativa da crise europeia e seus efeitos para o setor bancário, a equipe do Barclays Capital mostra uma postura mais otimista para os mercados emergentes em 2012, que devem ser beneficiados pela possível restauração da estabilidade na Zona do Euro.
Em relatório assinado por Koon Chow, Michael Gavin e Alanna Gregory, o banco avalia que os líderes europeus conseguiram diminuir os riscos da região e que seja a hora certa para que os investidores voltem a tomar posições mais arriscadas. Esse cenário sugere uma provável realocação em ativos de países emergentes, embora não no ritmo de 2009, ano em que o Ibovespa teve ganhos de mais de 80%.
“A queda do mercado no segundo semestre de 2011 deixou os mercados emergentes descontados e com valores atrativos, com expectativas otimistas para os próximos 12 meses para câmbio e dívida externa nesses países”, acreditam os analistas do Barclays.
Deterioração italiana estimulou mobilização
Na visão do banco, a solução para a crise da dívida da Zona do Euro não está próxima, mas a deterioração da economia italiana no final deste ano foi importante para uma maior mobilização política no velho continente com o objetivo de encontrar novos caminhos para solucionar este problema.
“Nós reduzimos nossas projeções de crescimento global em 2012, resultando em redução do crescimento de países emergentes, por conta da menor demanda externa, em boa parte, gerada pela crise europeia. Entretanto, esperamos comportamentos variados dos preços das commodities, com o barril de petróleo chegando próximos a US$ 120 por barril, alta nos preços de metais e um projeções mistas para as commoditites agrícolas”, apontam os analistas.
Riscos potenciais
O Barclays reafirma que haverá uma desaceleração da economia mundial, mas considera improvável um “pouso forçado” da economia chinesa. Assim, avalia que o primeiro trimestre será o mais fraco do ano por conta da continuidade das incertezas à respeito da profundidade e da duração da desaceleração econômica global.
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Entre outras possíveis fontes de incertezas que podem ofuscar a crise da Zona do Euro estão, segundo a instituição financeira, a ansiedade e as dúvidas causadas por eleições na Europa, as questões fiscais no Japão e nos EUA, protecionismo nos países desenvolvidos e tensões geopolíticas no Oriente Médio.