Confiança alemã aumenta e mercados internacionais reagem positivamente

Investidores avaliam aporte da Zona do Euro no FMI e aguardam operação de três anos que será conduzida pelo BCE

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SÃO PAULO – Se por um lado o cenário econômico continua incerto, tendo como destaque a espera pelos pronunciamentos de agências de classificação de risco sobre a revisão nos ratings das principais economias europeias, a confiança dos empresários alemães alimentam um certo otimismo, conforme dados revelados nesta manhã, guiando um movimento de recuperação nos mercados internacionais.

Na Europa, os principais índices acionários da região revelam ganhos, como o DAX, de Frankfurt, em elevação de 0,82%, embora o FTSE 100, de Londres, registre uma ligeira queda de 0,11%. No pré-market norte-americano, os contratos futuros sobre índices de ações registram valorização de até 1,00%, como é o caso do Standard & Poor’s.

“(…) a agenda pesada da semana e a liquidez reduzida por causa do esvaziamento dos mercados com as festas de fim de ano devem manter a alta volatilidade e o viés negativo dos preços dos ativos de maior risco. Hoje, no entanto, os dados bem comportados de confiança na Alemanha ameniza as tensões dos mercados”, escreve Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora. A alta dos mercados nesta manhã também segue a retração que ocorreu na maioria dos mercados externos nos dois últimos pregões.

Alemanha mais confiante
Nesta terça-feira o Ifo Institute, da Alemanha, surpreendeu os investidores ao anunciar que a confiança dos empresários avançou de 106,6 pontos em novembro para 107,2 pontos em dezembro, o maior ritmo de alta desde fevereiro. “A economia alemã parece estar combatendo com sucesso a desaceleração na europa ocidental”, relata o instituto em nota. O desempenho foi impulsionado pelos setores de atacado e varejo, enquanto o manufatureiro não se alterou frente ao mês anterior.

Também paira nos mercados a expectativa quanto à condução da operação de três anos do BCE (Banco Central Europeu) nesta data, uma medida excepcional para garantir liquidez às instituições financeiras da região.

FMI € 150 bilhões mais forte
Na véspera, os ministros de finanças da Zona do Euro concordaram em realizar empréstimos bilaterais com o FMI (Fundo Monetário Internacional), totalizando € 150 bilhões, o qual deve ser usado principalmente para ajudar os países da própria região. Contudo, uma certa frustração vem do Reino Unido, o qual afirmou que apenas discutirá os empréstimos na próxima reunião do G-20, no início do 2012.

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Entretanto, o rendimento dos títulos públicos da região reflete um certo alívio por parte dos investidores nesta terça-feira, ao revelar que estes exigem um prêmio menor para negociar os papéis de dez anos de Portugal, Espanha, Itália. Ainda nesta data o governo espanhol conseguiu alcançar uma captação de curto prazo a um custo menor que a anterior, uma vez que a demanda teve forte alta.