Resumo diário

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Após operar no campo positivo por toda o pregão desta terça-feira (20), o Ibovespa quebrou uma sequência de quatro quedas consecutivas e encerrou a sessão em sua máxima no intraday, com uma valorização de 2,83%, aos 56.864 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,756 bilhões.

O Velho Continente permaneceu no centro das atenções. O instituto Ifo reportou uma sondagem realizada para mensurar a confiança dos empresários na Alemanha em dezembro, que revelou um aumento de 106,6 pontos em novembro para 107,2 pontos neste mês, frente as expectativas de queda para 106 pontos.

Contribuindo para o bom humor dos investidores nesta terça-feira, o ministro das Finanças Grego, Evangelos Venizelos, afirmou que o país deve fechar o acordo de reestruturação da dívida do país com seus credores privados. Ainda por lá, o vice-presidente do BCE, Vitor Constantino, disse que um colapso na Zona do Euro está fora de questão e que a autoridade monetária não está considerando isso como um risco.

Nem mesmo o aumento do risco de um corte no rating para os títulos de dívida emitidos pelo EFSF, segundo reportou a agência de classificação de risco Fitch Ratings, foi suficiente para conter os ânimos positivos nas bolsas internacionais.

Títulos públicos europeus
A queda na remuneração dos títulos da dívida pública de Espanha, Portugal e Itália também trouxe otimismo ao mercado. A Espanha vendeu mais títulos de curto prazo no mercado primário do que o esperado, com remuneração mais baixa.

Perspectivas para o Brasil em 2012
Por aqui, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a economia global deve apresentar baixo crescimento nos próximos anos, mas há boas perspectivas para o Brasil transitar pelo ambiente externo em crise.

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Tombini destacou que “a situação fiscal forte” ajuda o Brasil a enfrentar “tempos complexos”, uma vez que o País conta com colchões de liquidez em reais e em moeda estrangeira.

Destaques do pregão
Entre as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira, as ações da OGX lideraram os ganhos do índice ao registrarem valorização de 6,89%, cotadas a R$ 13,65.

Já na ponta negativa, o destaque ficou por conta dos papéis da Vanguarda Agro, que seguraram a lanterna do benchmark da bolsa brasileira com queda de 8,57%, cotados a R$ 0,32.

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Agenda
Por aqui, o balanço de pagamentos externos do Brasil registrou superávit de US$ 1,2 bilhão em novembro, enquanto as transações correntes apresentaram déficit de US$ 6,8 bilhões, revelou a Nota do Setor Externo do Banco Central.

Nos EUA, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção, registrou 685 mil casas no resultado anualizado de novembro, superando os 627 mil imóveis esperados. Já o Building Permits, que mensura o número de autorizações para construção de novas casas, apontou 681 mil permissões para construção civil e veio melhor que as expectativas do mercado, que marcavam 633 mil permissões.

Dólar
O dólar comercial terminou esta terça-feira cotado a R$ 1,8458, desvalorização de 1,04%. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 1,82% em dezembro, frente à alta de 6,44% registrada no mês passado. No ano, a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 10,78%.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em rumos expostos nesta sessão O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,88%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,05%, a 131,97% do valor de face.

Já o indicador de risco-País caiu 11 pontos-base nessa sessão, aos 223 pontos.