Resumo semanal

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O Ibovespa fechou o período entre 19 e 23 de dezembro com ganhos de 2,34%, aos 57.701 pontos. O noticiário continuou a ser pautado pela situação da crise europeia, embora referências norte-americanas e nacionais também tenham sido relevantes ao clima da bolsa brasileira, sobretudo na última sessão do período.

As ações da JBS foram o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Ibovespa, com valorização de 14,48%, cotadas a R$ 6,64 cada. Enquanto isso, na ponta negativa estiveram os ativos da Vanguarda Agro, que recuaram 17,50% na semana, a principal queda dentro do índice, terminando este pregão a R$ 0,33.

Petrobras e Vale
Entre os papéis mais líquidos, os ativos da Petrobras encerraram o período em alta, refletindo um cenário corporativo movimentado. A estatal divulgou seu plano de investimentos para 2012 e prometeu investir R$ 8,26 bilhões no próximo ano para a modernização do seu parque de refino. A companhia reportou um aumento de 2,2% na produção de petróleo e gás em novembro e aprovou a distribuição da quarta parcela de JCP para os acionistas, no valor de R$ 2,609 bilhões.

A Petrobras ainda assinou dois contratos para obras no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), e um para execução de serviços também no complexo e aprovou a reorganização do portfólio de participações petroquímicas da companhia. Por fim, a estatal cancelou o processo de licitação para a contratação de serviços e afretamento de 21 sondas de perfuração marítima.

As ações da Vale (VALE3, +4,46%, R$ 40,95; VALE5, +3,98%, R$ 38,95) também fecharam a semana com ganhos. A australiana Aquila Resources chegou a um acordo com a mineradora para o desenvolvimento da mina de carvão de coque Eagle Downs, na Austrália. Com a decisão, as companhias colocaram fim a uma longa discussão sobre o modelo de implementação do projeto.

Crise na Europa continua a chamar atenção
A semana começou com um acordo entre os ministros das finanças dos países da Zona do Euro para o fornecimento de € 150 bilhões em recursos adicionais ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Polônia, República Tcheca, Dinamarca e Suécia também deverão participar dessa ação, enquanto o Reino Unido definirá sua participação no início do ano. Nesse sentido, o FMI concordou em liberar € 2,9 bilhões de uma nova parcela do pacote de resgate financeiro a Portugal.

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A crise também continua a ser combatida na Espanha, onde o novo primeiro-ministro, Mariano Rajoy anunciou que cortará € 16,5 bilhões em gastos públicos durante 2012. Já a Grécia deve fechar o acordo de reestruturação da dívida do país com seus credores privados; enquanto isso, a Itália aprovou o plano orçamentário de emergência do primeiro-ministro, Mario Monti, no valor de € 30 bilhões.

Mesmo com a crise, a confiança dos empresários alemães em dezembro, compilada pelo instituto Ifo, superou as expectativas. A perspectiva de um colapso da Zona do Euro também não faz parte da visão do BCE (Banco Central Europeu), afirmou o vice-presidente da instituição, Vitor Constantino, que afirma que autoridade monetária não está considerando isso como um risco.

A autarquia monetária da União Monetária concedeu um empréstimo de € 489 bilhões, com vencimento em três anos, aos bancos da Zona do Euro. Nem mesmo o aumento do risco de um corte no rating para os títulos de dívida emitidos pelo EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), segundo reportou a agência de classificação de risco Fitch Ratings, foi suficiente para conter os ânimos positivos nas bolsas internacionais.

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Otimismo no Brasil
No Brasil, chamou a atenção o otimismo por parte das autoridades monetárias. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou suas boas perspectivas para o Brasil mesmo no cenário de crise. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a inflação oficial no Brasil não vai ultrapassar o teto da meta de 6,5% em 2011.

A semana também contou com importantes indicadores. A Nota do Setor Externo do Banco Central registrou superávit nos pagamentos externos brasileiros em novembro. Já a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito indicou que as concessões de crédito ao consumidor por meio de recursos livres atingiram R$ 79,386 bilhões em novembro deste ano.

Já o IPCA – 15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de dezembro apresentou alta de 0,56%, enquanto a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que a taxa de desemprego ficou em 5,2% no mês de outubro. Por fim o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica – PIB (Produto Interno Bruto) reportou um crescimento da atividade econômica de 1,3% em outubro.

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EUA e Ásia
Nos Estados Unidos, os indicadores econômicos mostraram tendências mistas. O Housing Starts, Initial Claims, Michigan Sentiment, Leading Indicators, Durable Good Orders e o Personal Income registraram números acima da expectativas, enquanto o Existing Home Sales, o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre e o Housing Price Index desapontaram.

O mercado também refletiu o maior risco político na Ásia, por conta da morte do ditador norte-coreano. Kim Jong-Il. Após o anúncio da morte do líder, o país testou mísseis e é possível que o novo ditador, Kim Jong-un, filho do antigo, endureça o regime e fortaleça o programa nuclear.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial registrou alta de 0,03% nesta semana, terminando a R$ 1,857 na venda.

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No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,06%, alta de 0,10 ponto percentual no período.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,50% de seu valor de face, alta de 0,25% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 19 pontos-base na semana, aos 210 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Na agenda para a última semana de 2011, os investidores devem ficar atentos aos dados de confiança do consumidor norte-americano, bem como para os indicadores sobre o setor imobiliário e o mercado de trabalho na maior economia do mundo.

No front doméstico, o destaque fica com a divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de dezembro, além da nota de política fiscal do Banco Central.