Regras antitruste ameaçam aliança entre bolsas de Nova York e Alemanha

Fusão enfrenta dificuldades na Europa por conta do temor de que a fusão resultaria em um domínio nos mercado de futuros

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SÃO PAULO – Apesar do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter aprovado na semana passada a fusão da Nyse Euronext e da Deutsche Börse, a finalização da operação enfrenta dificuldades na Europa. O receio maior é que a fusão – que tem como meta formar a maior plataforma do mundo -, resultaria em um domínio nos mercado de futuros e opções.

Os termos do acordo, aprovados no mês de julho, davam aos acionistas da Deutsche Börse participação de 60% na empresa combinada, devido ao maior valor da empresa de Frankfurt. Os 40% restantes ficariam com os investidores da NYSE Euronext.

Contudo, em resposta às preocupações das autoridades antitruste da União Europeia, as duas instituições já concordaram duas vezes em se desfazer de partes de seus negócios, mas ainda não ficou claro se isso ficou suficiente para a aprovação final da aliança. Nem mesmo a condição imposta de que a bolsa de valores alemã venderia a sua participação de 31,5% na Direct Edge Holdings, para preservar a concorrência entre as bolsas de valores, diminui o temor das autoridades europeias. 

Aprovação em risco
De acordo com uma publicação do The Wall Street Journal, apesar das aprovações anteriores, a opinião atual dos investidores poderia interferir nas ponderações dos diretores nas negociações acerca de qualquer nova exigência de concessões por parte das autoridades antitruste da União Europeia, antes de uma votação dos órgãos reguladores prevista para acontecer até o dia 9 de fevereiro. 

Em complemento, o tumulto do mercado por conta da crise da dívida soberana europeia e ainda um possível imposto sobre algumas transações financeiras reduziram a atratividade da aliança em US$ 17 bilhões para alguns investidores.