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SÃO PAULO – A crise internacional, intensificada no segundo semestre deste ano, permeou o cenário mundial e afastou os investidores do mercado de renda variável em 2011. O Ibovespa, principal benchmark da bolsa brasileira, terminou o período em baixa de 18,11% – o único desempenho negativo das seis modalidades de investimentos mais comuns.
Entre os principais drivers para o fraco desempenho do principal benchmark brasileiro, estiveram os sinais de arrefecimento de grandes economias mundiais, como Estados Unidos e China, e a crise fiscal europeia. Interferiram no desempenho do mercado desde o temor de que países como a Grécia decretassem o default de suas dívidas, até o alastramento da crise para outros países da região, como Itália, Espanha e Portugal.
| Ibovespa no ano | |
|---|---|
| Mês | Variação |
| Janeiro | -3,94% |
| Fevereiro | +1,22% |
| Março | +1,79% |
| Abril | -3,58% |
| Maio | -2,29% |
| Junho | -3,43% |
| Julho | -5,74% |
| Agosto | -3,96% |
| Setembro | -7,38% |
| Outubro | +11,49% |
| Novembro | -2,51% |
| Dezembro | -0,21% |
| 2011 | -18,11% |
Maiores altas
As opções mais rentáveis de 2011 foram o ouro – que avançou 15,85% – e o dólar, com valorização de 13,61%. As modalidades ganharam preferência em um contexto de aversão ao risco, por serem consideradas formas mais seguras de proteção do dinheiro. O ouro figurou como alternativa mais interessante em 8 dos 12 meses do ano – em fevereiro, abril e de junho a novembro.
Por sua vez, o dólar passou a registrar um movimento de forte valorização somente no segundo semestre. A divisa norte-americana saltou de R$ 1,593 para R$ 1,8815 em setembro, fechando o mês com alta de 18,11%, a maior valorização vista desde setembro de 2002.
Com isso, a divisa fechou o terceiro trimestre de 2011 com forte alta de 20,45%, a maior desde o quarto trimestre de 2008. A postura do Banco Central de iniciar um ciclo de corte na taxa básica de juro brasileira também colaborou para a fuga de investidores estrangeiros interessados em tirar proveito do alto retorno da renda fixa brasileira.
As opções de renda fixa também tiveram boa rentabilidade ao longo do ano. O CDI avançou 11,02% ao longo do ano, enquanto o CDB teve valorização de 11,04%. A inflação, por sua vez, foi significativamente menor do que em 2010, de +5,10%, reflexo do desaquecimento da economia brasileira.
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Outras métricas
Considerando os ganhos reais – ou seja, descontando o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercados) – somente o Ibovespa, dentre as principais métricas de investimento, não ficou no campo positivo em 2011.
A aplicação em CDBs pré-fixados de 30 dias garantiu retorno nominal médio de 5,65% no ano, acima do benchmark CDI (+5,63%). A caderneta de poupança, por sua vez, apresentou retorno nominal de 2,24% neste ano.
O dólar acompanhado pela variação da Ptax, por sua vez, registrou rentabilidade nominal positiva de 8,10% no período – o segundo melhor investimento depois do ouro. O dólar comercial, por fim, fechou o ano com alta de 12,32% – sem descontar o IGP-M.
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Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:
| Investimento | 2011 | Real** | 2010 | Real* |
| Ibovespa | -18,11% | -22,08% | +1,04% | -9,23% |
| CDI*** | +11,02% | +5,63% | +9,58% | -1,57% |
| CDB **** | +11,04% | +5,65% | +9,91% | -1,27% |
| Poupança | +7,45% | +2,24% | +6,22% | -4,58% |
| Ouro | +15,85% | +10,23% | +32,26% | +18,81% |
| Dólar Ptax | +13,61% | +8,10% | -4,31% | -14,04% |
| IGP-M | +5,10% | +11,32% |
* Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em 11,32% em 2010
** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em +5,10% em 2011
*** Taxa Efetiva Anbima
**** Taxa pré 30 dias