Dólar segue subindo forte e opera próximo a R$ 1,74 nesta tarde

Divisa sobe 2,31% e mostra sensibilidade diante do noticiário externo; novidades da Europa são aguardadas

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SÃO PAULO – Apurando ganhos desde o inicio da sessão desta terça-feira (1), o dólar comercial opera em forte alta de 2,31% cotado a R$1,742 na venda. A alta, no entanto, mostra-se mais fraco do que aquela reportada no começo do dia, quando chegou a valer R$ 1,76.

O aumento da aversão ao risco se dá em função do anuncio surpreendente de que a Grécia fará um plebiscito para ratificar o plano de resgate ao país. O primeiro ministro grego, George Papandreou anunciou um plebiscito, provavelmente em janeiro, para ratificar o plano de resgate ao país, que inclui cortes no orçamento e na previdência pouco populares junto a sindicatos, estudantes e classes trabalhadoras.

A noticia impactou no mercado que já tinha assistido à aprovação do Congresso Grego das medidas demandadas pelos credores do país e os bancos privados já haviam concordado com o desconto de 50% no valor de face dos novos títulos Gregos, que deverão substituir os títulos atuais.

Análise
Para o presidente do grupo Fitta, André Nunes, o mercado sempre tende a exagerar os fatos, tanto na euforia quanto no pessimismo. “Na semana passada houve um exagero na euforia de que todos os problemas da Europa tinham acabado, com queda na valorização dos títulos da divida desses países”, relembra.

Ao mesmo tempo, ressalta Nunes, na segunda-feira, um noticiário complexo tomou conta do mercado, com o pedido de falência do banco de investimentos MF Global Holdings e sua subsidiária MF Global Finance, além do plebiscito grego.

“Em linhas gerais esse noticiário sinaliza que uma solução para a Zona do Euro está distante, e que a calmaria anão deve chegar tão cedo. O que se vê são os mercados precificando isso”, analisa Nunes.

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Por fim, e para o executivo, o mercado tem este comportamento de forte oscilação dada a incapacidade de prever um cenário definido para o velho continente.

Indicadores
Na agenda de indicadores desta terça-feira (1), os investidores acompanham por aqui a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Brasil, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que apontou queda de 2% na produção industrial em setembro.

Ainda por aqui, sai a divulgação feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), referente à quarta quadrissemana de outubro que marcou inflação de 0,26%. Mais tarde, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio) reportou os dados da balança comercial, que apontou superávit de U$S 2,355 bilhões no fechamento de outubro.

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Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou o Construction Spending, que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis no país, e subiu 0,2% em setembro. Já o ISM Index, que mede o nível de atividade industrial norte-americana, e atingiu 50,8 pontos.