Publicidade
SÃO PAULO – O resultado do terceiro trimestre deste ano do grupo Oi (TNLP3, TNLP4, TMAR5, BRT04)) decepcionou corretoras, registrando queda de 5,5% da receita líquida na comparação com o mesmo período de 2010. Contudo, a Ativa comentou que a margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa) de 35,6%, superou a expectativa, que apontava uma margem operacional de 33,2% no período.
Para a analista Susana Salaru, do Itaú BBA, o desempenho da Oi no período foi negativo, com fraca receita líquida de R$ 6,940 bilhões, ou seja, 4% abaixo das estimativas da corretora. Nesse mesmo cenário, a analista Luciana Leocadio, da Ativa, acredita que “a trajetória da receita continua acentuadamente negativa, o que continua sendo uma das nossas principais preocupações na tese de investimento da Oi”.
Além disso, as corretoras ressaltam que as atenções dos investidores estão voltadas para o processo de reorganização societária da empresa, que provavelmente será concluída em janeiro de 2012. Para Leocadio, esse movimento deverá trazer volatilidade para os papéis da companhia.
Entretanto, a companhia registrou boa margem Ebitda, que foi sustentada acima de 35% por mais um semestre. Segundo a Ativa, o desempenho deve-se, em parte, a receitas com dividendos prescritos e pelas despesas menores com marketing. Outra surpresa positiva foi o Ebitda (geração operacional de caixa), que ficou 10% das expectativas do Itaú BBA e 4,3% superior as projeções da Ativa.
Recomendação
O Itaú BBA manteve recomendação market perform (desempenho em linha com a média) para todas as ações da companhia. Contudo, a corretora reiterou preço-alvo apenas para os papéis BRTO4 de R$ 14,80, configurando um potencial de valorização de 24,85% em relação ao último fechamento.