Itaú Unibanco não acredita em aumento substancial da inadimplência

Analistas focam tema em teleconferência, mas diretor reforça perspectivas positivas para 2012 e dá pistas do guidance

Publicidade

SÃO PAULO – Após a divulgação de um resultado histórico na última terça-feira (1), o maior de um banco brasileiro nos nove primeiros meses de um ano, a teleconferência com a diretoria do Itaú Unibanco (ITUB4) teve como principal assunto o desempenho futuro do banco frente ao risco de desaceleração da economia e aumento da inadimplência.

Neste sentido, o guidance de 2012 que será apresentado até o final do ano foi o principal alvo das atenções dos analistas.

Alfredo Egydio Setubal, diretor de relações com investidores do banco, acredita que se houver aumento da inadimplência, ele será apenas marginal, cerca de 0,2 ou 0,3 ponto percentual, representando uma influência pequena sobre o desempenho final da carteira de crédito, dado que a mesma também está sujeita a outros fatores flutuantes que podem diluir um eventual ligeiro aumento na inadimplência.

Continua depois da publicidade

Juro básico
Além disso, a redução da taxa básica de juros por parte do Banco Central, embora reduza os ganhos do banco com títulos públicos, deve reduzir também o custo do crédito para seus clientes e, consequentemente, minimizar os efeitos da desaceleração econômica sobre a qualidade da carteira.

Para o Itaú Unibanco, não há qualquer sinal de que estejamos prestes a presenciar um aumento considerável da inadimplência, entretanto, a ênfase que os analistas presentes na teleconferência deram a este assunto revela que a situação merece atenção.

Inflação impõe desafio
Setubal também afirmou que o grande desafio do guidance para 2012 será contemplar a combinação entre crescimento e aumento dos custos em função da inflação.

Continua depois da publicidade

O banco tem como prática incluir em suas projeções o aumento de custo em linha com a inflação estimada para o período, que para 2012 está entre 6,0% e 6,5%.  Com isso, cresce a necessidade de otimização do desempenho das operações para que o ritmo real de expansão do lucro líquido seja mantido.

Neste contexto, embora evite dar qualquer pista mais profunda sobre o guidance, o executivo adianta: “a projeção de expansão deve ficar entre 8% e 10% em 2012, pelo menos”, garante.