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SÃO PAULO – A Concórdia iniciou a cobertura das ações da Copel (CPLE6), estabelecendo um preço-alvo de R$ 45,33, o que configura um potencial de valorização de 33,80% em relação ao fechamento desta quinta-feira (3). Dessa forma, a recomendação da corretora para CPLE6 é de compra, com base nos movimentos que envolverão o setor elétrico nacional nos próximos cinco anos e os investimentos já anunciados pela empresa.
Ressaltndo que adotou métricas conservadoras tanto em relação ao prgorama de expansão da companhia quanto à política de dividendos, a corretora espera ganhos na margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa) para este ano, impulsionada pelo fim da política de descontos a partir do segundo semestre do ano anterior e que refletirá integralmente nos números de 2011.
Já para os próximos dois anos, o analista Leonardo Zanfelício, que assina o relatório da corretora, espera queda da margem operacional devido ao terceiro ciclo de revisão na distribuidora.
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Ainda entre as projeções para a companhia, a corretora ainda espera uma receita líquida de R$ 7,437 bilhões em 2011 e Ebitda (geração operacional de caixa) de R$ 2,009 bilhões para este ano. Em relação aos investimentos, a corretora aposta na ampliação dos investimentos visando a melhoria da qualidade e confiabilidade do sistema, como a capacidade de geração.
Reajuste de preços e dividendos
Contudo, Zanfelício comenta que “as dificuldades para aprovação de licenciamento ambiental para operação e o tempo que cada usina consome para entrar em operação, aliado ao crescimento econômico mais relevante nos últimos anos, exigiraram a necessidade de maior disponibilidade de usinas termoelétricas para garantir a oferta futura de energia”. Nesse cenário, a Concórdia acredita que os preços de energia irão se manter em linha ascendente nos próximos três anos.
Quanto à política de remuneração aos acionistas, a corretora adotou para os anos de 2011 e 2012 a atual política da empresa, com distribuição de 35% do lucro líquido anual. Já a partir de 2014, o analista aponta um payout de 50%, visto que “os investimentos considerados não comprometem o caixa e há espaço confortável para alavancagem”.