Ágora eleva preço-alvo de ações da OHL Brasil para R$ 79,00

Modelo é atualizado, projetando Ebitda 15% maior em 2012 e crédito junto ao BNDES; upside vai a 36,1% para dezembro de 2012

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SÃO PAULO – A Ágora Corretora atualizou nesta segunda-feira (7) suas projeções para OHL Brasil (OHLB3), “incorporando os resultados do primeiro semestre de 2011 e as novas premissas macroeconômicas”, justifica o relatório.

Como resultado, foi estabelecido um novo preço-alvo para dezembro de 2012 de R$ 79,00, frente os R$ 71,80 apontados anteriormente, o que representa um potencial teórico de valorização de 36,1% em relação ao fechamento da última sexta-feira, tendo sido mantida a recomendação de compra para as ações.

Dentre os principais fatores que levaram ao novo preço-alvo, o analista Luiz Otávio Broad destaca o bom desempenho das operações das praças de pedágio sob responsabilidade da empresa em seu primeiro ano completo.

Como consequência, Broad projeta um crescimento de 15% no Ebitda (geração operacional de caixa) em 2012, totalizando R$ 1,156 bilhão, com forte influência do crescimento do fluxo de veículos e aumento das tarifas de pedágio.

Proteção contra inflação
“As tarifas dos pedágios administrados pela OHL Brasil são reajustados pelo IPCA (índice de preços ao consumidor amplo) e IGP-M (índice geral de preços – mercado). Desta forma, consideramos o investimento em suas ações uma forma de se defender contra o aumento da inflação no país”, explica o analista.

Além disso, a empresa deverá investir cerca de R$ 1 bilhão em rodovias federais só no próximo ano, contando para tanto com aporte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não só em 2012 como nos próximos anos. Ao todo, serão R$ 3,5 bilhões liberados pelo banco estatal na medida em que as obras sejam realizadas.

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Valuation
Levando-se em conta as considerações acima, a Ágora trabalha em seu modelo com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,2% em 2012, elasticidade de 1,1x o PIB para a projeção de veículos circulando nas rodovias.

Além disso, o modelo embute WACC (custo médio ponderado de capital) de 11,5% ao ano dentro de uma projeção de fluxo de caixa descontado e uma taxa de pagamento de dividendos de 25% do lucro líquido.