Mantega vê crise externa pior e alerta para efeitos sobre emergentes

Ministro da Fazenda também criticou a demora de líderes europeus em resolver os problemas fiscais da região

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta terça-feira (8) que a crise internacional piorou “um pouco”, o que é sinalizado pela saída de capitais de países emergentes que não têm reservas internacionais fortes. “Não é do Brasil”, garantiu, em rápida entrevista, em Brasília.

Para Mantega, esses países têm uma fragilidade cambial maior, mas reconheceu que é preciso se preocupar com esse movimento. “Temos que nos preocupar, porque se os emergentes forem atingidos, a situação internacional vai ficar ainda pior”, comentou.

O ministro acredita que a crise não está sendo resolvida satisfatoriamente. Ele lembrou que a Europa nem resolveu o problema da Grécia e terá de enfrentar agora a crise na Itália, que pode ser um problema maior. “Eu acho que a Itália é um país mais sólido do que a Grécia, mas todos sabemos como funcionam os mercados, na base da expectativa, da desconfiança”, afirmou.

Mantega destacou ainda que a Europa está resolvendo tardiamente a situação. “Os europeus continuam atrasados em relação às necessidades e aos fatos. Estão deixando a crise degringolar”, comentou o ministro, acrescentando que não só o Brasil, mas outros países pressionaram os europeus durante a reunião do G-20, na semana passada.