Braskem minimiza efeito câmbio e combate incentivos fiscais

Presidente ressalta que vencimento da dívida é de longo prazo; incentivo a importadores deve ser discutido neste ano

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SÃO PAULO – “A variação do câmbio no curto prazo não preocupa a Braskem (BRKM5)”, fez questão de enfatizar o presidente da companhia, Carlos Fadigas, em coletiva de imprensa com jornalistas nesta quinta-feira (10).

No terceiro trimestre a empresa reportou um prejuízo financeiro líquido de R$ 2,06 bilhões, ante ganhos de R$ 180 milhões um ano atrás. Contudo, tal efeito não preocupa Fadigas porque o efeito do câmbio é contábil, tendo em vista que o prazo médio de vencimento é longo e nesse intervalo o dólar pode se valorizar ou se desvalorizar, ressalta. Conforme relatório da companhia, apenas 11% do total da dívida vencerá nos próximos 15 meses.

O que parece preocupar mais ao presidente da Braskem é a questão dos incentivos fiscais concedidos a importadores nos portos de diversos estados do país. Segundo Fadigas, cerca de dez estados da federação fornecem incentivos através da devolução de parte do ICMS às empresas, em números que podem chegar a 9% em alguns estados.

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Em pauta ainda neste ano
“É um momento bem infeliz”, resume Fadigas, ao criticar o desequilíbrio que tal medida proporciona. O combate a tais incentivos está sendo discutido no Senado e há uma boa recepção por parte do Governo, afirma.

“Tem que entrar na pauta deste ano, é extremamente urgente”, complementa o responsável pela área de Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável da companhia, Marcelo Lyra, o qual afirma que há conversas significativas entre as associações de classe para derrubar tais incentivos.