Resumo Diário

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Consolidando um movimento de queda após um começo de dia bastante instável, o Ibovespa terminou esta segunda-feira (14), com recuo de 0,49%, aos 58.258 pontos, refletindo o cenário conturbado europeu, sobretudo com a situação política italiana. O giro financeiro dessa sessão foi de R$ 3,786 bilhões, número bastante abaixo da média, já que não teremos pregão na terça-feira (15) por conta do feriado de Proclamação da República.

O mercado continuou a refletir a situação europeia, sobretudo da Itália. Por lá, após a renúncia de Silvio Berlusconi do cargo de primeiro ministro, o presidente do país Giorgio Napolitano anunciou o economista e ex-comissário europeu italiano Mario Monti para o cargo. Monti agora deverá formar governo.

O governo italiano vendeu € 3 bilhões em títulos da sua dívida com prazo de vencimento em cinco anos a uma taxa de 6,29% nesta segunda-feira, um valor muito acima dos 5,32% pagos no leilão anterior, realizado em 13 de outubro, configurando a taxa mais alta desde 1997. Mesmo assim, o valor ainda permaneceu abaixo da barreira psicológica dos 7%.

Os investidores também digeriram as palavras da chanceler alemã Angela Merkel, que durante congresso do seu partido ressaltou que agora é o momento da Europa se unir politicamente para mostrar aos detentores de títulos de dívidas europeus que os líderes da região estão comprometidos a acabar com essa crise, que ela avalia como a mais grave vivida pela região desde a Segunda Guerra Mundial. 

Resultados
Os investidores também repercutiram a temporada de resultados. Na sexta-feira, após o fechamento do pregão, foi a vez da da Petrobras divulgar seu balanço, registrando lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 6,336 bilhões no terceiro trimestre de 2011. Já a PDG mostrou ter tido lucro líquido de 261,6 milhões no trimestre. 

Destaque de ações
Dentre as maiores quedas desta sessão, destaque para as imobiliárias, que viram Brookfield, MRV Engenharia e Cyrela entre as cinco maiores quedas da sessão, inclusive amargando os postos de duas maiores quedas. Já entre os papéis que mais avançaram, destaque para os frigoríficos. A Marfrig foi a maior alta da sessão pela segunda vez consecutiva, com alta de 6,80%, terminando cotada a R$ 7,85. Já a JBS foi a segunda maior, com valorização de 5,06% aos R$ 5,40. 

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Agenda
Na agenda doméstica diária, destaque para a divulgação do relatório Focus divulgado pelo Banco Central, que reduziu suas expectativas para o PIB para 2011, inflação e taxa Selic para 2012, esta última tendo sua projeção caindo de 10,50% aos 10,09%. Já o Ministério do Desenvolvimento divulgou a balança comercial da segunda semana de novembro, que marcou superávit de US$ 1,575 bilhão.

Já no exterior, chamou a atenção a divulgação de dados sobre a produção industrial da zona do euro em setembro, mostrando queda de 2,0% na comparação com agosto, aumentando as preocupações de uma recessão na região. Colaborou também para isto os dados divulgados pela OCDE, revelarando que as perspectivas econômicas para os próximos seis meses para a Zona Euro, reduziram-se novamente, permanecendo em campo recessivo.

Dólar
Em forte alta durante toda a sessão, o dólar comercial iniciou a semana com valorização de 1,38%, terminando a segunda-feira cotado a R$ 1,768 na venda. O mercado reflete a piora de humor externo, que levou à queda das principais bolsas mundiais, e leva à valorizaração dos investimentos tido seguros, como o dólar.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,01%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável, a 131,81% do valor de face.